De acordo com a Sociedade Brasileira de Reumatologia, aproximadamente 2 milhões de pessoas sofrem com problemas causados pela artrite reumatoide no país. Característico pelas inflamações nas articulações, dor, inchaço, rigidez e redução da mobilidade, torna ações cotidianas uma tortura. Apesar de a crença ter sido popularizada, caminhar é essencial para quem enfrenta a comorbidade.
Na prática, o movimento contribui para a nutrição da cartilagem, fortalecendo ainda os músculos que protegem as articulações. No entendimento dos especialistas, toda e qualquer atividade física, quando realizada sob cuidados e com precaução, reduz a rigidez e previne a incapacidade funcional relacionada ao sedentarismo.
Para as pessoas que sofrem de artrite, a movimentação relacionada à caminhada é mais que benéfica, já que as cartilagens recebem nutrientes e oxigênio quando o corpo está ativo, fator que permite a circulação do líquido sinovial. Por outro lado, quanto mais os músculos estiverem fortes, assim como os quadríceps e os glúteos, agem como amortecedores naturais, aliviando a pressão sobre as superfícies articulares.
Um motivo a mais para colocar atividades físicas na rotina diz respeito ao controle de peso corporal, diminuindo a carga mecânica e a inflamação sistêmica. Em casos mais sérios, especialistas sugerem um limite entre 6 mil e 8 mil passos por dia. Nesse momento, é interessante não exigir demais do corpo, optando por sessões entre 10 e 15 minutos.
Ao passo que o corpo se acostuma com a rotina, é interessante manter a constância semanal, o que tende a garantir uma maior facilidade para intensificar as passadas com o tempo. Porém, é válido destacar que, nos momentos mais críticos, em que a artrite ataca, é recomendado suspender a caminhada em favor de exercícios de mobilidade passiva ou alongamentos suaves.
Práticas seguras
Embora não tenha uma cura para a artrite, o tratamento envolve medicamentos, fisioterapia e mudanças no estilo de vida. Para quem escolhe a última opção, é importante adotar um cronograma de atividades que respeite os limites de cada corpo. Antes de começar a caminhar, é necessário entender que a técnica correta exige um movimento suave do calcanhar aos dedos do pé para distribuir o peso uniformemente.
Para evitar quedas ou problemas ainda maiores, é recomendado caminhar em terrenos planos e lisos, evitando descidas íngremes que exercem pressão excessiva sobre as rótulas. No mais, se a dor persistir por mais de 2 horas após o término da atividade, significa que o estímulo foi excessivo para a articulação e deve ter sua rotina reduzida.





