Em meados deste ano, foram levantados rumores de um possível lançamento de uma moeda digital brasileira para 2026. No entanto, após avaliar o cenário atual, o chefe-adjunto do Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central, Breno Lobo, colocou o planejamento em segundo plano.
Durante evento da Associação Brasileira de Direito e Economia (ABDE), foi evidenciada a desistência da autoridade monetária em colocar a moeda DREX para rotacionar. Apesar da decisão, a instituição financeira comprometeu-se a levar adiante a infraestrutura que permitirá os chamados contratos inteligentes no futuro.

“A gente deu um passo para trás. Não é uma CBDC, uma moeda digital do BC. É uma infraestrutura para permitir contratos inteligentes, para garantir a entrega contra pagamento. Mas tem que dar o passo inicial, a gente enxerga o DREX nessa função”, decretou Lobo.
Embora tenha ganhado forças nos últimos meses, o dinheiro digital brasileiro chegou a ter suas diretrizes reveladas em maio de 2021. Na época, o BC decretou o Drex “como uma extensão da moeda física”. Na análise da cúpula da instituição, a moeda serviria como uma segurança operacional, uma vez que os criptoativos estão ganhando o mercado.
Banco Central não explica o motivo da desistência
Ainda que algumas pessoas tenham tentado entender a motivação por detrás da desistência do lançamento, a autoridade monetária não entregou muitos detalhes. Conforme avaliação do chefe-adjunto, a população não está interessada em saber sobre as moedas emitidas, sendo elas de origem do Banco Central ou de uma instituição financeira.
“Importante é ter uma infraestrutura que consegue registrar contratos inteligentes com liquidação vinculada, atrelada, ao alcance daquelas condições estabelecidas em contrato. DREX está indo nessa direção, que traz muito mais utilidade para a população brasileira”, explicou Breno Lobo.





