A eliminação do Botafogo nas qualificatórias da Libertadores não foi o único problema discutido nos bastidores alvinegros nas últimas semanas. Segundo apurações do jornal O Globo, John Textor, acionista da SAF, tentou negociar Álvaro Montoro e Danilo junto ao Nottingham Forest. No entanto, o clube social barrou os acordos por descobrir que as transferências trariam prejuízo de cerca de R$ 122 milhões.
Acumulando dívidas com o clube inglês, o dono da SAF do Botafogo foi proibido de negociar Montoro três vezes com o Nottingham Forest, enquanto a ida de Danilo chegou a ser negada uma vez. Isso porque o associativo constatou que o argentino sairia por 14 milhões de euros (cerca de R$ 85 milhões), enquanto o brasileiro se despediria do Rio de Janeiro por € 19 milhões (R$ 116 milhões).
Os valores seriam interessantes para quitar algumas pendências com o elenco e outros credores. Porém, as atuações de Textor fizeram com que representantes do clube social brecassem qualquer diálogo com a equipe que disputa a Premier League. Na prática, o Glorioso deve € 20 milhões (aproximadamente R$ 122 milhões) aos ingleses por ter adquirido o volante na temporada passada.
Diante desse cenário, dos R$ 200 milhões previstos com a venda da dupla de ativos, somente 13 milhões de euros (cerca de R$ 78,8 milhões) seriam direcionados aos cofres do alvinegro carioca. A descoberta das negociações nas surdinas gerou descontentamento no Botafogo, que não descarta outras formas de negociação para não sofrer um novo transfer ban.
Queda de John Textor é vista como iminente
Com o objetivo de interromper as ações de Textor frente ao elenco carioca, o clube associativo tem avançado na busca por um novo investidor para tirar o norte-americano do comando da SAF na Justiça. Nesse cenário, representantes do Glorioso contataram o banco BTG para procurar um outro comprador que esteja disposto a reformular a casa.
Na prática, o intuito da diretoria administrativa é tirar John, mas somente com o novo investidor engatilhado. Mesmo com interessados, o Botafogo acredita que a recuperação judicial será um caminho inevitável para equacionar as dívidas. Por sua vez, o tribunal arbitral da Fundação Getúlio Vargas já está sendo instaurado para decretar o destino da SAF.
Em meio a todo o entrave, o ponto defendido pelo Glorioso é remover Textor do comando da Eagle Football Holdings (EFH) para que a venda seja feita para novos investidores. Contudo, a situação ganha tons dramáticos, já que a Eagle requer o mesmo por meio da Ares, fundo de investimentos que avalizou a operação da empresa, cujo americano é sócio majoritário no Lyon, da França.





