A queda de braço entre Brasil e Estados Unidos pode ganhar novos capítulos, principalmente com o Supremo Tribunal Federal decretando a prisão domiciliar de Jair Messias Bolsonaro. No entanto, o Governo Lula tenta ampliar o acordo com os estadunidenses, uma vez que entende ser necessário editar a lista de exceções tarifárias com minérios.
De acordo com o presidente Donald Trump, o tarifaço de 50% sob produtos brasileiros entrará em vigor nesta quarta-feira (6). Contudo, além de tentar evitar cobranças exorbitantes em cima do café e suco de laranja, o Governo Federal deseja que minérios essenciais para a indústria tecnológica, energia limpa e defesa também sejam descartados dos encargos.
Ao que tudo indica, um acordo deve ser selado nos próximos dias, tendo em vista que o encarregado de negócio dos Estados Unidos no Brasil, Gabriel Escobar, manifestou interesse em ampliar o acesso americano a minerais como terras raras e nióbio. Isso porque os insumos são tidos como essenciais para indústrias de alta tecnologia.
A título de curiosidade, o Brasil detém a maior reserva de nióbio do mundo, além da segunda maior de grafite e terras-raras e a terceira de níquel. Em meio ao cenário atual, o governo pode aproveitar o momento para conquistar contrapartidas comerciais, acesso a novas tecnologias e atrair novos investimentos.
Brasil e Estados Unidos próximo de um acordo
Embora nenhum martelo tenha sido batido, o secretário do Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, afirmou, em entrevista à CNBC, que os Estados Unidos não descartam isentar tarifas de alimentos e outros recursos naturais que não são produzidos no território norte-americano. Nesse ínterim, foram citados apenas café e cacau, sem menção direta ao Brasil.
“Em nossos acordos comerciais, nossa expectativa é que [em relação aos] recursos naturais indisponíveis – uma banana, outras especiarias e as raízes -, a expectativa deve ser [que] não haverá tarifa. Por que vocês esperam nos vender café e cacau e não nos deixam vender soja? Parece injusto. Vamos tornar isso justo”, disse o secretário de Trump.





