Na noite desta segunda-feira (4), o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro por apontar violação cautelar imposta anteriormente pelo ministro Alexandre de Moraes. De acordo com a assessoria do vereador Carlos Bolsonaro (PL), o parlamentar passou mal e precisou receber atendimento em hospital na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro.
Diante dos descumprimentos das mediadas cautelares por Jair Messias Bolsonaro, o ministro do STF manteve a decisão de proibir o ex-presidente de receber visitas, com exceção de seus advogados, podendo apenas ter contato com pessoas autorizadas pelo Supremo. Além de estar impossibilitado de sair de casa, o político não pode usar celular, direta ou indiretamente, por intermédio de terceiros.
A decisão foi tomada após a participação de Bolsonaro em manifestações realizadas no último domingo (3), em Copacabana, no Rio de Janeiro, e em São Paulo. Em um dos episódios, o ex-presidente discursou remotamente por telefone, utilizando o aparelho do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A imagem da ligação também foi exibida no ato em São Paulo pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
Governo Trump condena prisão de Bolsonaro
Anteriormente, o presidente dos Estado Unidos, Donald Trump, havia demonstrado sua insatisfação diante da forma como o Supremo Tribunal Federal estava lidando com o antigo chefe de estado brasileiro. Como forma de retaliação, impôs 50% de tarifa sob os produtos brasileiros. Por outro lado, o Escritório para Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado dos Estados Unidos voltou a criticar o ministro Alexandre de Moraes.
Por meio do X, antigo Twitter, o órgão do governo do presidente Donald Trump afirmou que Moraes é um “violador de direitos humanos” que usa as instituições brasileiras para “silenciar a oposição e ameaçar a democracia”. Potencializando o entrave, a publicação traz uma ameaça a outras autoridades que se envolverem e apoiarem a decisão.
“O ministro Alexandre de Moraes, já sancionado pelos Estados Unidos por violações de direitos humanos, continua usando as instituições brasileiras para silenciar a oposição e ameaçar a democracia. Impor ainda mais restrições à capacidade de Jair Bolsonaro de se defender publicamente não é um serviço público. Deixem Bolsonaro falar! Os Estados Unidos condenam a ordem de Moraes que impôs prisão domiciliar a Bolsonaro e responsabilizarão todos aqueles que colaborarem ou facilitarem condutas sancionadas”, diz a nota.





