A capital paraense tem enfrentado uma rotina marcada por temperaturas elevadas ao longo de grande parte do ano. Em Belém, a principal cidade do Pará, o calor extremo tem sido cada vez mais frequente, fenômeno associado por especialistas aos efeitos do Aquecimento Global e às mudanças ambientais observadas nas últimas décadas no Brasil e no mundo.
De acordo com dados divulgados pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, Belém foi a capital brasileira com o maior número de dias de calor extremo em 2024, totalizando 212 dias. Em alguns momentos, as temperaturas máximas chegaram a cerca de 37,3 °C, intensificando a sensação térmica e os impactos no cotidiano da população.

Outro levantamento, realizado pelo Laboratório de Modelagem de Tempo e Clima da Universidade Federal do Pará com base em dados do Instituto Nacional de Meteorologia, indica que nesta década a cidade registra, em média, 164 dias por ano com temperaturas acima de 35,5 °C, patamar considerado de calor extremo.
População do Pará sofre com o calor extremo
Essas condições climáticas acabam agravando desafios sociais já existentes na Região Norte do país. Segundo o Índice de Progresso Social (IPS), o Pará aparece entre os estados brasileiros com os piores indicadores de qualidade de vida. Inclusive, diversas cidades do Norte figuram entre as avaliações mais baixas do Brasil, o que se torna uma preocupação para as autoridades.
No ranking, o estado registrou pontuação de 53,71, enquanto a capital Belém apresenta índice um pouco mais alto, de 62,33. O IPS mede fatores ligados ao bem-estar da população, como acesso a serviços básicos, educação, segurança e oportunidades, sem considerar diretamente a renda familiar.





