Diante do cenário atual, em que as práticas saudáveis estão impulsionando a sociedade a mudar seus costumes, a discussão sobre como começar é latente. Para aqueles que querem deixar o sedentarismo de lado, a corrida e a caminhada são as escolhas mais imediatas. No entanto, as duas técnicas apresentam funcionalidades distintas e podem trazer resultados não desejados.
Ainda que ambos os estilos possam aumentar o gasto energético, cada um apresenta diferenças que os tornam melhores para diferentes pessoas, especialmente para quem superou os 40 anos. Segundo a organização American Council of Exercise, a queima de gordura é maior quando o indivíduo corre, já que consiste em um exercício de alta intensidade.

Em suma, a corrida aumenta significativamente o gasto energético total, utilizando oxigênio para metabolizar gordura e mantê-lo acelerado. O EPOC (consumo excessivo de oxigênio pós-exercício) é maior quanto mais intenso e duradouro o exercício for. Isso significa que o treinamento intervalado de alta intensidade resulta em EPOC e gasto energético mais alto em comparação com o treinamento contínuo de intensidade moderada.
Mas, afinal, quais são as implicações entre caminhada e corrida?
Ainda que as duas opções sejam importantes para deixar o sedentarismo de lado, é necessário que pessoas acima de 40 anos, especialmente mulheres, liguem o sinal de alerta. Isso porque a queda no estrogênio pode levar ao aumento da inflamação. Diante desse cenário, é possível que dores musculares e articulares possam surgir ao longo do tempo.
Por outro lado, especialistas aconselham adotar a caminhada, já que se trata de um exercício menos intenso e, portanto, menos estressante para as articulações. Nesse cenário, as corridas geram grande impacto e carga nas articulações, desde que não sejam feitas de forma correta. No mais, a escolha do exercício vai depender da preferência e limitação individual.
Em outras palavras, se uma pessoa deseja correr, mas sofre com dores nas articulações, especialistas recomendam procurar um fisioterapeuta antes de embarcar na aventura. Esses profissionais podem traçar um plano para ajudar no início das ações, priorizando a dinâmica corporal. Sendo assim, nenhuma técnica deve ser descartada, a não ser que venha acompanhada de uma restrição médica.



