Considerado por muitos o maior piloto brasileiro de todos os tempos, Ayrton Senna deixou um legado irretocável na Fórmula 1 ao vencer três títulos mundiais. Como resultado de tamanho prestígio, um de seus veículos será leiloado, o que deve atrair a atenção de milhares de colecionadores. Trata-se do Toleman TG183B-05, carro utilizado pela lenda em quatro etapas da temporada de 1984.
O veículo exclusivamente guiado por Senna vai ser oferecido no The Monaco Auction 2026, em evento organizado pela RM Sotheby’s. Aos interessados, o carro estará à disposição para arremate no dia 25 de abril, com estimativa para ser adquirido entre 2,8 milhões de euros e 3,8 milhões de euros (algo em torno de R$ 16,5 milhões e R$ 22,3 milhões, na conversão atual).

Para entender o motivo de tamanha valorização, o modelo corresponde ao veículo em que Ayrton Senna iniciou sua carreira na Fórmula 1, no GP disputado em 25 de março de 1984, no Rio de Janeiro, no Autódromo de Jacarepaguá. Apesar de atuar em casa, o piloto classificou o veículo em 16º no grid, mas abandonou na oitava volta por falha no turbocompressor.
Embora não tenha pilotado o modelo por muito tempo, impulsionou a carreira do brasileiro, que anos depois seria eternizado na modalidade. Sob o volante do TG183B-05, o ex-piloto disputou as etapas do Brasil, África do Sul, Bélgica e San Marino. Sua estadia mais marcante com o veículo foi no continente africano, em que acabou na sexta posição, o que marcou seu primeiro resultado pontuando em mundiais.
Bastidor da carreira de Ayrton Senna é revelado
Durante sua dinastia no mundo automobilístico, Ayrton representou as escuderias da Toleman, Lotus, McLaren e Williams. No entanto, muitos fãs da modalidade esperavam que o brasileiro pudesse correr pela Ferrari. Recentemente, o ex-chefe de equipe italiana, Jean Todt, revelou o interesse em sua contratação, mas explicou o motivo pelo qual o plano nunca deu certo.
Segundo o veterano, as negociações chegaram a ser iniciadas, mas os problemas constantes travaram os próximos passos. Ao podcast “High Performance”, Todt revelou tensões até mesmo entre os engenheiros, que discutiam sobre o chassi e o motor. Por sua vez, a Ferrari tinha contrato vigente com a dupla Gerhard Berger e Jean Alesi, o que dificultou que seguisse com o “plano A”, que era Ayrton Senna.
Diante dos entraves internos, o brasileiro decidiu seguir um novo rumo, assinando com a Williams no que seria sua última temporada da carreira. Apesar de o projeto não ter dado certo, a escuderia italiana conseguiu se dar bem. Isso porque, no ano seguinte, teve a oportunidade de contratar Michael Schumacher, dono de sete títulos mundiais.





