Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) realizou uma audiência pública em Sinop, município em Mato Grosso, a fim de discutir a modernização da concessão da BR-163 no trecho entre Sinop (MT) e Miritituba (PA). O projeto estima investimento de R$ 10,4 bilhões, tendo em vista o tráfego de mais de 45 mil veículos por dia.
Em meio à reunião, foram evidenciados números expressivos da proposta de modernização. O projeto completo da BR-163 no trecho de Mato Grosso e da BR-230 no Pará abrange 1.009 quilômetros de extensão. Nesse cenário, estão previstos R$ 10,4 bilhões em investimentos (CAPEX) e R$ 4,7 bilhões em custos operacionais (OPEX).

Diante da complexidade do processo de modernização da rodovia, autoridades preveem que as obras possam garantir 36 mil empregos diretos e indiretos. No entanto, é válido ressaltar que o prazo para a execução dos serviços está previsto para 9 anos. O tempo pode parecer extenso, mas é justificado pelo trabalho a ser executado.
Em resumo, as intervenções darão conta da duplicação de aproximadamente 246 quilômetros da rodovia e da implantação de 393 quilômetros de novas vias e faixas adicionais. Há ainda adequações em 18 interseções e acessos, garantindo a implantação de 40 retornos e rotatórias, 14 passagens de fauna, 9 interseções (do tipo trombeta ou diamante), 6 passarelas para pedestres e 20 pontos de ônibus.
“Isso foi negociado no âmbito do TCU e agora será levado a um processo competitivo. Estão previstos investimentos significativos que vão trazer benefícios diretos para a região, com mais segurança, empregos e desenvolvimento econômico”, explicou o superintendente substituto de Concessão da Infraestrutura da ANTT, Stéphane Quebaud.
Projeções para a rodovia
Embora o projeto ainda esteja em avaliação de audiência pública, posteriormente será levado a leilão e aberto à concorrência de outras concessionárias interessadas. Conforme o diretor de Novos Negócios da holding que administra a atual concessionária (Via Brasil), Marcos Borghi, todo o protocolo adotado garante mais transparência e investimentos à rodovia.
“É um processo competitivo estruturado para dar mais transparência. A gente pretende participar. Esperamos apresentar a proposta mais competitiva. Esse é um trecho com crescimento expressivo de tráfego, cerca de 40%, o que exige ampliação da concessão e investimentos, incluindo a duplicação, que é fundamental para a logística”, pontuou.





