Com o presidente Samir Xaud assumindo a cadeira da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em meados da temporada passada, a entidade projetou mudanças significativas nos torneios nacionais. A principal delas foi confirmar a presença do impedimento semiautomático no início do Brasileirão de 2026. No entanto, as projeções foram frustradas, com a implementação adiada por alguns meses.
Embora o investimento na tecnologia de ponta tenha empolgado torcedores e clubes que disputam o Campeonato Brasileiro, a CBF precisou colocar um pé no freio. Devido ao fato de que o impedimento semiautomático precisa ser testado em todos os 27 estádios, o prazo para o início das operações precisou ser realocado para um futuro sem previsão.

De acordo com a confederação, as pendências englobam a visita a todos os estádios que receberão a tecnologia no Brasileirão e o trâmite de importação dos equipamentos. Para uma melhor compreensão, para que o mecanismo funcione sem erros, assim como ocorre na Europa, são necessários centenas de celulares para uso em cada rodada.
Um outro detalhe que merece ser destacado é que haverá jogos-teste para a operação de fato ser aprovada pela Confederação Brasileira de Futebol. A tendência é de que o impedimento semiautomático possa entrar em destaque nas competições nacionais nos meses subsequentes, com grandes chances de somente ficar à disposição dos árbitros após a Copa do Mundo de 2026.
“A nossa expectativa é colocar o sistema em pleno funcionamento dentro de um modelo definitivo, após todos os testes necessários, em uma data que será anunciada em conjunto. O nosso compromisso é claro: entregar um projeto sólido, seguro e à altura da dimensão do futebol brasileiro”, explicou o presidente do grupo de trabalho da arbitragem, Netto Góes.
Mais detalhes sobre a tecnologia que estará no Brasileirão
Atualmente, 16 estádios passaram pela vistoria da empresa contratada, a Genius. São eles: Maracanã, Neo Química Arena, MorumBis, Mineirão, Arena MRV, Arena Fonte Nova, Arena Barueri, Barradão, Nilton Santos, São Januário, Ligga Arena, Couto Pereira, Cícero de Souza Marques, Vila Belmiro, Beira-Rio e Arena do Grêmio.
Posteriormente, o Arena Condá, Baenão, Maião e Allianz Parque entraram no rol de palcos que serão monitorados. Conforme a avaliação da CBF, a “estreia” definitiva do semiautomático somente será possível quando puder atender a todos os 10 jogos por rodada da Série A. No mais, a estimativa é de que a tecnologia também seja injetada na Copa do Brasil, nos estádios autorizados.
Confira a primeira rodada da Série A 2026:
- 28 de janeiro: Vitória x Remo;
- 28 de janeiro: Atlético Mineiro x Palmeiras;
- 28 de janeiro: Coritiba x Bragantino;
- 28 de janeiro: Internacional x Athletico Paranaense;
- 28 de janeiro: Fluminense x Grêmio;
- 28 de janeiro: Chapecoense x Santos;
- 28 de janeiro: Corinthians x Bahia;
- 28 de janeiro: São Paulo x Flamengo;
- 29 de janeiro: Mirassol x Vasco;
- 29 de janeiro: Botafogo x Cruzeiro.





