Para a temporada 2026 do Brasileirão, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) confirmou a adoção da tecnologia semiautomática para sinalizar o impedimento dos jogadores. Embora seja um mecanismo adotado nas principais ligas do mundo, as instalações são compostas por iPhones com preços superiores a R$ 11 mil.
A fim de reduzir o impacto das decisões dos árbitros nas jogadas, a entidade máxima do futebol nacional decidiu abrir o bolso para realizar a marcação de impedimento semiautomático. Na última quarta-feira (28), a empresa Genius esteve no Maracanã para realizar as instalações dos equipamentos. Ao todo, 28 câmeras foram posicionadas para cobrir todo o campo.

O detalhe curioso é que a implantação gerou questionamentos sobre o custo, tendo em vista que somente no estádio mais emblemático do país foram colocadas quase 30 câmeras. Levando em consideração que o iPhone escolhido foi o 17, os valores escalam gradativamente. Para fins comparativos, segundo a Apple Brasil, o modelo mais barato da categoria está avaliado em R$ 11.499. Confira:
- iPhone 17 Pro (256 GB): R$ 11.499;
- iPhone 17 Pro (512 GB): R$ 12.999;
- iPhone 17 Pro (1 TB): R$ 14.499;
- iPhone 17 Pro Max (256 GB): R$ 12.499;
- iPhone 17 Pro Max (2 TB): R$ 18.499.
“A nossa expectativa é colocar o sistema em pleno funcionamento dentro de um modelo definitivo, após todos os testes necessários, em uma data que será anunciada em conjunto. O nosso compromisso é claro: entregar um projeto sólido, seguro e à altura da dimensão do futebol brasileiro”, explicou o presidente do grupo de trabalho da arbitragem, Netto Góes.
Estádios escolhidos pela CBF
Em um primeiro momento, 16 estádios passaram pela vistoria da empresa contratada. São eles: Maracanã, Neo Química Arena, MorumBis, Mineirão, Arena MRV, Arena Fonte Nova, Arena Barueri, Barradão, Nilton Santos, São Januário, Ligga Arena, Couto Pereira, Cícero de Souza Marques, Vila Belmiro, Beira-Rio e Arena do Grêmio.
Posteriormente, o Arena Condá, Baenão, Maião e Allianz Parque entraram no rol de palcos que vão ser monitorados. Conforme a avaliação da CBF, a “estreia” definitiva do semiautomático somente será possível quando puder atender a todos os 10 jogos por rodada da Série A. No mais, a estimativa é de que a tecnologia também seja injetada na Copa do Brasil, nos estádios autorizados.





