Embora o Brasil seja considerado globalmente por sua diversidade ecológica, um município localizado no Centro-Oeste ganhou os holofotes por um feito surpreendente. No ano de 2024, Goiânia foi oficialmente reconhecida pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e pela Arbor Day Foundation como uma das “Cidades Árvores do Mundo”.
O prestígio ambiental destaca o compromisso assumido pelas autoridades e moradores, que adotaram práticas sustentáveis em meio à projeção de florestas urbanas. Composta por aproximadamente 1,5 milhão de habitantes, Goiânia mostrou ser digna do sucesso comemorado junto à ONU. Isso porque, nos últimos anos, cultivou mais de 1,2 milhão de mudas.

Por outro lado, a cidade ainda é fortalecida ecologicamente por preservar 32 parques e bosques, contribuindo diretamente para a redução dos impactos ambientais. Entendendo a necessidade de alterar os hábitos comunitários, a legislação local obriga que uma árvore seja plantada em frente a cada residência, contribuindo diretamente para um local mais acolhedor.
Além de tornar o entorno mais dinâmico perante a paisagem natural, as imposições governamentais atuam em favor da valorização urbana com mais áreas verdes e bem-estar para os moradores. Nesse contexto, é possível citar ainda a conexão global com outras cidades arborizadas para troca de práticas sustentáveis e o comprometimento do município com práticas ambientais inovadoras e ecológicas.
Impacto causado por Goiânia
O feito histórico acabou potencializando a criação do Plano Nacional de Arborização Urbana (PlaNAU), lançado em novembro de 2025 pelo Governo Federal. A título de curiosidade, o projeto consiste em aumentar a cobertura vegetal urbana de 45,5% para 65%, além de criar mais 360 mil hectares de áreas verdes no Brasil.
Por sua vez, o PlaNAU fortalece o desejo de que todas as cidades brasileiras tenham planos de arborização ativos até 2045. A elaboração da metodologia parte do princípio de que promover a arborização urbana no país somente é possível de forma participativa. Sendo assim, o protocolo de construção do plano foi amplamente colaborativo, combinando diferentes formas de escuta e diálogo com a sociedade.





