O turismo tem se consolidado como um dos principais motores de desenvolvimento em pequenas cidades do Brasil. Municípios com menos de 100 mil habitantes passaram a investir em identidade cultural, eventos e experiências capazes de atrair visitantes durante todo o ano. Esse movimento ganhou força especialmente entre 2025 e 2026, período em que destinos menores ampliaram sua participação na economia do turismo.
Um exemplo marcante é Holambra, conhecida como a capital nacional das flores. O município do interior de São Paulo concentra cerca de 60% do mercado florista brasileiro, unindo produção agrícola e turismo temático em uma combinação que se tornou marca registrada da cidade. Os campos de cultivo e as estufas atraem visitantes interessados em conhecer de perto a origem de grande parte das flores comercializadas no Brasil.
A forte influência da imigração holandesa também é um dos principais atrativos locais. Elementos da cultura dos Países Baixos aparecem na arquitetura, nos restaurantes e nas tradições mantidas pela comunidade. Essa identidade cultural diferenciada contribui para criar uma experiência turística única, reforçando a imagem da cidade como um destino que combina paisagens coloridas, gastronomia típica e eventos temáticos.
Capital das flores no Brasil tem influência da cultura holandesa
Os resultados econômicos dessa estratégia são expressivos. O turismo representa cerca de 15,1% do Produto Interno Bruto (PIB) do município e movimenta mais de R$ 217 milhões anualmente. Ao todo, cerca de 1,5 milhão de turistas visitam Holambra todos os anos, número significativo para uma cidade de pequeno porte e que demonstra a força do setor na economia local.
Esse crescimento acompanha a expansão do turismo em todo o Brasil. Em 2025, o setor registrou saldo positivo superior a 80 mil novos empregos formais, chegando a aproximadamente 2,4 milhões de trabalhadores na área. Os segmentos que mais contrataram foram alimentação, hospedagem e transporte terrestre, atividades diretamente ligadas à recepção de visitantes e ao fortalecimento das economias regionais.





