Oficializado em outubro de 2023 pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e instalado em 1º de janeiro de 2025, Boa Esperança do Norte, no Mato Grosso, tornou-se o município mais novo do Brasil. De acordo com o levantamento efetuado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cidade apresenta pouco mais de 5,8 mil habitantes, superando a população de 1.867 municípios do país.
A título de curiosidade, a cidade foi criada após o STF determinar a perda de parte do território de Nova Ubiratã e de Sorriso. Embora tenha sido registrado como um município recentemente, Boa Esperança do Norte já funcionava com uma dinâmica de urbanização, mas sem a presença de gestores.

Apesar de pequena, a cidade tornou-se um dos polos de produção de grãos, contabilizando mais de 700 mil toneladas em uma área de 280 mil hectares. Nesse intervalo, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) revelou, ainda, que antes mesmo do status de município, Boa Esperança do Norte contava com aproximadamente 400 empresas em pleno funcionamento.
Investimentos de peso em função da evolução social
Com a aprovação do Supremo Tribunal Federal, o município recebeu aproximadamente R$ 30,4 milhões anuais em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), distribuídos em repasses mensais de cerca de R$ 2,5 milhões. Como consequência, a arrecadação assegurou condições para organizar a gestão pública, iniciar obras essenciais e estruturar serviços básicos.
Por sua vez, ao final do ano passado, o governador Mauro Mendes e o vice-governador Otaviano Pivetta anunciaram o investimento de R$ 10 milhões para Boa Esperança do Norte asfaltar ruas e avenidas que irão melhorar a vida de quem vive e passa pela cidade.
“Estamos repassando de forma voluntária, não é um repasse obrigatório. É por livre iniciativa do governo. É um município novo, um filho mais novo e que precisa de um pouco mais de atenção. Temos certeza de que Boa Esperança do Norte vai aplicar bem esse dinheiro e vai gerar muita qualidade e prosperidade para os mato-grossenses que aqui vivem e trabalham”, disse Mendes.





