No início deste ano, o cometa C/2025 A6 (Lemmon) foi descoberto por cientistas e, por coincidência, está se aproximando da Terra nos próximos dias. De acordo com estimativas dos estudiosos, o corpo celeste está a caminho do Sol, devendo ser avistado em outubro em alguns países. Mesmo que a luminosidade seja um dos destaques, sua precisão somente será possível com o uso de telescópios ou binóculos de qualidade.
Por estar a milhares de quilômetros de distância da Terra, o cometa tem sido monitorado por meio de telescópios médios e grandes, mas há esperança de que sua luminosidade aumente o suficiente para que possa ser visto a olho nu. A façanha somente será visível em céus escuros e sem a presença de poluição luminosa.

O corpo celeste foi identificado pelo astrônomo David Fuls, diretor do Catalina Sky Survey (CSS), em 3 de janeiro de 2025. O projeto, orientado pelo cientista, consiste em buscar objetos próximos da Terra com o uso de equipamentos de primeira linha. O nome C/2025 A6 (Lemmon) não foi escolhido por acaso, tendo em vista as regras estabelecidas pela União Astronômica Internacional (IAU).
Confira o significado do nome:
- C/: indica que este é um cometa não periódico (período maior que 200 anos ou sem órbita bem definida);
- 2025: ano da descoberta do cometa;
- A: quinzena da descoberta (sendo A = primeira quinzena de janeiro, B = segunda quinzena de janeiro, C = primeira quinzena de fevereiro e assim por diante);
- 6: número sequencial do cometa descoberto naquela quinzena – neste caso, foi o 6º registrado na primeira quinzena de janeiro);
- (Lemmon): nome do observatório, telescópio ou pessoa/grupo responsável pela descoberta.
Cometa poderá ser visto na Terra
De acordo com dados do Escritório Central de Telegramas Astronômicos (CBAT), o cometa terá seu ponto mais próximo do sol datado em 8 de novembro, correspondente a 79,25 milhões de km. Contudo, em 20 de outubro, estará mais próximo da Terra, a 89,16 milhões de km. Porém, o Brasil não terá a visão privilegiada da luminosidade, como explica o presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), Marcelo Zurita.
“A órbita do cometa desfavorece todo o Hemisfério Sul, onde ele aparece muito baixo no horizonte durante quase toda sua aproximação. O melhor momento para vê-lo por aqui será na primeira quinzena de novembro […] sua visibilidade deve ser complicada em meio ao crepúsculo durante sua fase mais brilhante”, enfatiza.





