A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu o uso de duas substâncias químicas presentes em esmaltes em gel e outros cosméticos: o TPO e o DMPT (ou DTMA). A decisão, publicada em 2024, foi tomada após estudos em animais apontarem possíveis riscos à saúde com a exposição prolongada, especialmente entre profissionais que lidam diariamente com esses produtos.
Embora a Anvisa ressalte que não há motivo para pânico entre consumidores, a medida segue o princípio da precaução e alinha o Brasil às normas da União Europeia, que já haviam vetado os mesmos compostos.
As empresas e estabelecimentos de beleza terão 90 dias para interromper a fabricação, comercialização e o uso de cosméticos que contenham essas substâncias. Segundo a agência, a indústria poderá substituí-las facilmente por compostos seguros, sem prejuízo à qualidade dos esmaltes.
A proibição busca proteger especialmente manicures, esteticistas e demais profissionais expostos de forma contínua, evitando riscos futuros relacionados a toxicidade e possíveis efeitos cancerígenos.

Como identificar e agir se o esmalte contiver substâncias proibidas
Para saber se o esmalte em gel contém TPO ou DMPT, é preciso verificar o rótulo ou a lista de ingredientes. As substâncias podem aparecer com diferentes nomes, em português ou inglês. O TPO (CAS nº 75980-60-8) pode estar listado como Diphenyl (2,4,6-trimethylbenzoyl) phosphine oxide ou Trimethylbenzoyl diphenylphosphine oxide. Já o DMPT (CAS nº 99-97-8) pode aparecer como N,N-dimethyl-p-toluidine ou 4-methyl-N,N-dimethylaniline.
Caso identifique algum desses compostos, a orientação é informar o fabricante ou o salão de beleza, evitar o uso do produto e dar preferência a marcas que já reformularam suas linhas. Profissionais devem revisar o estoque e substituir os itens até o fim do prazo estabelecido pela Anvisa.





