De acordo com estudos frequentes, o sono é essencial para restaurar o corpo e a mente, atuando na reparação de tecidos, consolidação da memória, regulação do metabolismo e fortalecimento do sistema imunológico. No entanto, pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, fizeram uma descoberta que pode beneficiar milhares de idosos.
Publicado na revista JAMA Network Open, o estudo concluiu que manter horários consistentes para dormir, acordar e realizar atividades físicas ao longo do dia pode estar ligado a um envelhecimento biológico mais lento. Diante dessa perspectiva, pessoas que conseguem equilibrar a rotina tendem a conservar mais os traços físicos, psicológicos e motores.

Na prática, para chegarem ao resultado em questão, o grupo de especialistas analisou informações de 207 participantes do estudo Baltimore Epidemiologic Catchment Area (ECA). Os voluntários, com idade média de 68 anos, utilizaram dispositivos vestíveis no pulso durante cerca de sete dias consecutivos para registrar seus ritmos de repouso e atividade.
Resultados do estudo
Nesse intervalo, todos os envolvidos na pesquisa disponibilizaram informações sobre horários de sono, cochilos e outros momentos de descanso. Posteriormente, os pesquisadores compararam esses registros com exames de sangue capazes de estimar o chamado “envelhecimento fisiológico”.
Diante desse cenário, foi comprovado que participantes com costumes mais regulares foram contemplados com menos interrupções nos períodos de descanso e movimento. Por sua vez, apresentaram indicadores biológicos compatíveis com uma idade fisiológica mais jovem, especialmente nos relógios GrimAge e PhenoAge.
“Nossos resultados sugerem que os ritmos de repouso-atividade podem ser marcadores úteis da taxa de envelhecimento fisiológico em adultos. Se confirmados por pesquisas futuras, esses ritmos podem se tornar alvos potenciais para intervenções que visem atrasar o processo de envelhecimento”, explica o professor da Johns Hopkins e coautor sênior do estudo.
Atenção redobrada aos idosos
Em um contexto geral, especialistas reafirmam que o sono desregulado atua potencializando os riscos de declínio cognitivo, demência, alterações metabólicas e menor capacidade de reparo celular. Porém, além de manter uma regularidade de descanso, é imprescindível projetar uma rotina consistente, já que todo o complexo pode ser decisivo para envelhecer de forma mais saudável.





