Os avanços na engenharia estão cada vez mais evidentes e a necessidade de produzir materiais modernos surge como uma obrigatoriedade. Pesquisadores da Universidade Rice, no Texas, Estados Unidos, desenvolveram fórmula que pretende revolucionar a indústria da construção. Isso porque uma espécie de concreto sem areia apresentou maiores índices de resistência e durabilidade.
De modo geral, os cientistas foram capazes de conquistar alto rendimento substituindo a areia por grafeno, derivado do coque metalúrgico. Além de preservar os recursos naturais essenciais, o material apresentou alto poder de robustez e leveza. O estudo liderado pelo professor James Tour torna o concreto 25% mais leve em comparação ao convencional.

Além dos aspectos físicos, a pesquisa garante melhorias para o meio ambiente com a redução do efeito estufa em grande escala. Isso porque a fabricação do produto tem reduzido a quantidade de dióxido de carbono gerado na fabricação de concreto. Por outro lado, a conversão do carvão pode tornar o material de construção mais barato.
“Ao fortalecer o concreto com grafeno, podemos usar menos concreto para a construção e ele custará menos para fabricar e transportar. Essencialmente, estamos capturando gases de efeito estufa, como dióxido de carbono e metano, que seriam emitidos pelos resíduos em aterros sanitários. Estamos convertendo essas formas de carbono em grafeno e adicionando esse grafeno ao concreto”, explica o professor.
Resultados obtidos em meio ao “concreto moderno”
Com a injeção do grafeno, o concreto mostrou 25% de leveza quando comparado ao material comercializado atualmente. Em contrapartida, as propriedades mecânicas apresentaram aumento significativo, uma vez que os testes revelaram um acréscimo de 32% em tenacidade, 33% em deformação máxima e 21% em resistência à compressão.
De acordo com o cientista, apenas 0,1% de grafeno, por volume, misturado ao cimento usado na produção de concreto resultaria em um material 17% mais resistente e seria o suficiente para reduzir seu impacto ambiental em um terço. Contudo, a comercialização pode levar anos para ganhar espaço, uma vez que o grafeno possui alto preço, podendo variar de US$ 67 mil (R$ 365,3 mil na cotação atual) a US$ 200 mil (R$ 1,09 milhão) o quilo.





