A regularização de imóveis em 2026 ainda gera dúvidas, especialmente sobre propriedades antigas, mas especialistas esclarecem que a idade do bem não influencia nas taxas. O custo da escritura pública em Tabelionato de Notas varia entre 0,5% e 1% do valor de mercado, e não do tempo de construção. Assim, uma casa de R$ 300 mil gera uma despesa notarial inicial de até R$ 3 mil.
O impacto financeiro real, contudo, é da soma de impostos e taxas registrais. O Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), cobrado pelas prefeituras, representa o maior gasto, oscilando entre 2% e 3% do valor avaliado. Somado a isso, o registro definitivo no Cartório de Registro de Imóveis exige um aporte adicional de até 1%. Na prática, o comprador deve estar preparado para desembolsar entre 3% e 4% do valor total.

Embora a alíquota não mude para casas antigas, estas propriedades frequentemente escondem custos extras em sua documentação. Pendências judiciais, falta de averbação de reformas ou registros desatualizados podem exigir etapas burocráticas adicionais e novas taxas. Esses entraves técnicos não alteram o preço da escritura em si, mas demandam investimentos para que a matrícula seja devidamente quitada antes da conclusão.
Escritura de casa antiga pode exigir taxas extras
O planejamento financeiro torna-se, portanto, indispensável para evitar que a compra seja interrompida por falta de recursos. Para uma residência de R$ 300 mil, é necessário reservar cerca de R$ 12 mil para cobrir todo o espectro legal. A recomendação é realizar uma varredura completa na certidão de ônus reais antes de fechar o contrato.
Em última análise, a formalização da compra é o que garante a segurança jurídica do patrimônio. Ignorar etapas como o registro final, sob o pretexto de economizar, mantém o comprador em situação de risco, já que perante a lei o imóvel permanece em nome do antigo proprietário.





