Diante das últimas semanas, os Estados Unidos ocuparam o centro das atenções por colocar em evidência um conflito bélico contra o Irã. Sem previsão para que o entrave tenha um final, o presidente norte-americano, Donald Trump, solicitou envios de navios militares ao Estreito de Ormuz. No entanto, Alemanha, Itália e Grécia recusaram o pedido do republicano.
Neste domingo (15), o presidente estadunidense afirmou ter exigido que cerca de sete nações enviassem navios de guerra para manter a abertura, mas que os apelos ainda não haviam surtido efeito. Com os países europeus mostrando-se contra a solicitação, é possível que um novo aliado ganhe forças. Isso porque o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, revelou contatos com a China.

Na prática, o país norte-americano entende que a nação asiática tem grande influência diplomática. Dessa forma, a ideia é formalizar uma “parceria construtiva” para reabrir o estreito, por onde normalmente passa um quinto das exportações mundiais de petróleo. As informações foram confirmadas pelo secretário, em entrevista cedida à NBC.
Donald Trump é desmentido por governo rival
Nesta segunda-feira (16), o governo do Irã negou ter solicitado um cessar-fogo aos Estados Unidos. De acordo com a Iranian Students News Network, o posicionamento ocorre após o presidente Donald Trump afirmar que Teerã teria pedido negociações para o fim da guerra. Por sua vez, a agência ainda enfatiza que a capital iraniana defende que qualquer encerramento do conflito com Israel e os Estados Unidos seja definitivo.
Por sua vez, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse à CBS que Teerã foi “procurado por vários países” que desejam ter passagem segura para seus navios. Segundo ele, um grupo de embarcações de “diferentes países” já foi autorizado a passar, mas o estreito seguirá fechado para os Estados Unidos e seus aliados.





