Outrora encabeçando diversos empreendimentos de prestígio internacional, Eike Batista se depara com um cenário surpreendente. Um antigo projeto que participou, composto pelo Porto Sudeste e pela mina Morro do Ipê, deve ser vendido em 2026 por US$ 5 bilhões, o equivalente a R$ 26 bilhões. O problema é que o visionário não tem direito à parcela dos vencimentos.
Por meio de suas redes sociais, Eike comemorou a façanha, destrinchando sobre a rotatividade financeira do projeto. “Estão falando em uma venda de 5 bilhões de dólares, é isso mesmo. Só de royalties ele gera mais de 150 milhões de dólares por ano, um royaltie desse vale 3 bilhões e de estrutura mais uns 2 bilhões. Esse projeto é só um de 20”, disse ele.

O prestígio depositado nas contas do Porto Sudeste e da mina Morro do Ipê foi possível graças ao auxílio de Batista no passado. Reconhecendo que não fará parte da repartição dos valores, o ex-bilionário relembrou ter sido o responsável por criar e estruturar o projeto. A venda está sendo organizada pelos bancos UBS e Goldman Sachs, com o processo competitivo relançado para potenciais compradores.
É válido destacar que os valores solicitados na venda podem sofrer alterações, uma vez que as investidas dos interessados serão analisadas. A ideia é que as ações sejam transferidas até o primeiro trimestre de 2026. Nesse intervalo, os possíveis compradores deverão assinar os termos de confidencialidade, os chamados NDA (non disclosure agreement), para garantir sigilo durante a análise dos ativos.
Do que se trata o antigo projeto de Eike Batista?
A título de curiosidade, os ativos do projeto pertencem à Mubadala Capital, fundo soberano de Abu Dhabi, e à multinacional Trafigura. A origem da empreitada fica a cargo da antiga MMX, mineradora fundada por Eike Batista. Depois do declínio financeiro do visionário, no ano de 2014, a plataforma árabe herdou participação direta nos ativos, mas, atualmente, deseja vender as ações.
Nesse ínterim, o Porto Sudeste consiste em um terminal portuário localizado no Estado do Rio de Janeiro, com capacidade para escoar até 50 milhões de toneladas de minério de ferro anualmente. Em contrapartida, a mina Morro do Ipê, estabelecida em Minas Gerais, integrada ao terminal portuário, trabalha aumentando a eficiência logística do projeto.




