Outrora ostentando o status de ser o homem mais rico do mundo, Eike Batista viu seu império ruir ao acumular dívidas com credores e ter uma gestão de negócios centralizada. No entanto, o empresário decidiu contornar o percurso e pode voltar a reunir munição financeira diante de um novo projeto. Trata-se da produção de um combustível baseado em biotecnologia.
Durante o evento Energy Summit, realizado no Rio de Janeiro, o visionário revelou os próximos passos em busca da recuperação de sua fortuna. Surpreendendo a todos, Batista confirmou o desejo de investir na cana-de-açúcar transgênica. Em sua análise, a possibilidade de modificar geneticamente o produto tende a ser a solução para se reposicionar no mercado de energia.

O intuito principal do investimento é produzir resina por meio da utilização do bagaço da chamada “supercana”, que pode ser realocado para o processo de fabricação de canudos, copos e até embalagens biodegradáveis. Em contrapartida, o produto ainda pode ampliar a produção de etanol e reduzir custos ao longo da cadeia.
“Essa pesquisa resultou em 17 variedades de cana que, na minha opinião, vão povoar o Brasil. Enxergo que o Brasil vai trocar a cana velha por essa “supercana”. Ela produz até três vezes mais etanol e até 11 vezes mais bagaço. Nós vamos substituir o plástico do planeta. Eu estou sonhando com o Brasil para daqui a 20 anos”, afirmou Eike Batista.
Entenda o projeto audacioso do empresário
Para justificar tamanha ambição em ser novamente introduzido no mercado dos negócios, o visionário diz que o combustível desenvolvido não será uma gasolina convencional, mas pode atuar como alternativa viável. Nesse cenário, o planejamento inclui produzir etanol em larga escala, com potencial uso, inclusive, no setor da aviação.
Conforme as expectativas de Eike Batista, a supercana tende a permitir um maior rendimento por hectare. Sendo assim, o produto será consagrado como competitivo frente a combustíveis tradicionais e mais caros, ainda mais em cenários de crise internacional. Em um primeiro momento, as operações serão vistas na região do Porto do Açu, no norte fluminense, com projeção para ganhar todo o Brasil.





