Apesar de não figurar na lista das nações com maiores frotas militares do mundo, o Brasil desempenha grande função, especialmente no tocante à produção de veículos para este fim. Recentemente, a montadora brasileira Agrale caminhou a passos largos para se consolidar no mercado internacional. Isso porque fechou acordo para fornecer 208 viaturas Marruá AM250 ao Exército da Malásia.
O encurtamento dos diálogos foi bastante comemorado pelos empresários, já que marca a entrada da companhia no Sudeste asiático e reforça a presença do Brasil no segmento de defesa. Para que os veículos sejam entregues ao país, a execução foi iniciada, com previsões para ser sacramentada até o final da atual temporada.
De modo geral, o território asiático tem intensificado os investimentos no fortalecimento da modernização de suas forças armadas. Diante das grandes exigências impostas pelo mercado, a empresa brasileira precisou superar seus padrões de qualidade, custo e eficiência. Por sua vez, é válido destacar o grande apelo por detrás do Marruá AM250.
Para que a parceria fosse assinada, a Agrale concordou em adaptar os veículos, incluindo o sistema de direção do tipo RHD (volante à direita), padrão adotado em países onde a circulação ocorre pela esquerda. A nível de conhecimento, o modelo é um utilitário 4×4 voltado para operações em condições severas, que conta com motor diesel de 123 kW de potência, torque de 600 Nm e peso bruto total de 5.700 kg.
Importância do acordo
Conforme o comunicado da própria companhia, o acordo foi assinado com uma empresa implementadora sediada em Kuala Lumpur, e as primeiras unidades já foram embarcadas. Em contrapartida, a fabricante ainda reforçou que o restante da demanda segue em produção na Unidade 2 da fábrica de Caxias do Sul (RS), com entregas programadas para os próximos meses.
Em resumo, a venda dos mais de 200 blindados não foi apenas um modelo brasileiro sendo realocado, mas também a solução ajustada às exigências de um exército estrangeiro. Em outras palavras, esse cenário funciona como vitrine internacional para futuras disputas em outros mercados, fator que tende a beneficiar o papel da Agrale para além das fronteiras.





