Iniciada no século XVI, a colonização espanhola nas Américas evidenciou as civilizações atuais, mas colocou em xeque as riquezas pré-existentes antes das invasões. Apresentando metais preciosos em suas terras, a Colômbia lidou com a presença massiva dos europeus em busca de ouro e demais materiais com alto valor comercial.
Em 1540, a descoberta do ouro na Colômbia gerou grande comoção entre os navegadores, principalmente os espanhóis. De acordo com estudiosos, estima-se que, entre 1492 e 1560, cerca de 100 toneladas do metal precioso foram removidas das Américas. Nesse período, as terras colombianas foram as mais exploradas, resultando na dominação quase que totalitária da região.

A empreitada assinada pelos colonizadores não somente enriqueceu o bolso da Espanha, como estruturou a economia colonial em torno da exploração de ouro e prata. A título de recordação, a administração colonial era organizada em vice-reinados e capitanias gerais. Esse modelo facilitava o controle e exploração dos recursos, garantindo que artefatos e joias indígenas fossem derretidos e as minas locais exploradas.
Munindo grande abundância do metal, a Colômbia tornou-se um dos lugares sagrados por parte dos espanhóis. Por outro lado, após a independência da nação, especialmente a partir do início do século XX, agricultores registraram grandes quantias do material encontrado soterrado. Isso significa que os indígenas enterraram as relíquias para não serem tomados pelas expedições.
Resquícios da exploração do ouro
Para se ter uma dimensão do dano causado pelos colonizadores, o país sul-americano, atualmente, sequer aparece no rol das dez nações com as maiores reservas de ouro do mundo. De acordo com o Valor Econômico, a Colômbia é apenas a 15ª maior (700 toneladas) produtora do planeta, com os Estados Unidos preenchendo a primeira colocação.
Confira o ranking:
- 1º lugar: Austrália – 12.000 reservas em toneladas;
- 2º lugar: Rússia – 12.000 reservas em toneladas;
- 3º lugar: África do Sul – 5.000 reservas em toneladas;
- 4º lugar: Indonésia – 3.600 reservas em toneladas;
- 5º lugar: Canadá – 3.200 reservas em toneladas;
- 6º lugar: China – 3.100 reservas em toneladas;
- 7º lugar: Estados Unidos – 3.000 reservas em toneladas;
- 8º lugar: Peru – 2.500 reservas em toneladas;
- 9º lugar: Brasil – 2.400 reservas em toneladas;
- 10º lugar: Cazaquistão – 2.300 reservas em toneladas.




