Popular nas cozinhas de muitos brasileiros, o açafrão é uma das especiaria mais caras do mundo, principalmente por sua versatilidade e difícil extração. Embora tenha nutrientes diferentes, o condimento é facilmente confundido com a cúrcuma, ou açafrão-da-terra, raiz usada como tempero, especialmente em arroz, sopas e caldos.
Apesar de levar o nome “açafrão”, a cúrcuma está longe de apresentar a mesma importância para a medicina. Isso porque a especiaria é tomada por composto bioativo que tem chamado atenção por seus efeitos no cérebro e no corpo. Em resumo, a raiz possui propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e neuroprotetoras, que ajudam a combater os radicais livres e a reduzir inflamações silenciosas.
Potencializando ainda mais sua importância, o açafrão-da-terra pode ser utilizado para reduzir quadros de fadiga, baixa imunidade e até dificuldades de concentração. A título de curiosidade, ao minimizar as inflamações no organismo, a cúrcuma atua no equilíbrio químico do cérebro, estimulando a produção neurotransmissores ligados ao foco, ao bem-estar e à disposição, como a dopamina e a serotonina.
Mas afinal, como o açafrão-da-terra pode ser benéfico?
- Melhora a saúde cerebral: Em suma, a curcumina, presente na cúrcuma, pode melhorar a memória e proteger o cérebro ao aumentar os fatores neurotróficos derivados do cérebro (BDNF), ajudando a prevenir doenças como Alzheimer.
- Auxilia na digestão: De modo geral, o “parente” do açafrão pode ajudar na digestão e reduzir os sintomas de desconforto abdominal e indigestão.
- Traz benefícios para a saúde do coração: Sobretudo, a curcumina pode melhorar a função endotelial e que a suplementação do composto pode ser útil para aumentar a atividade antioxidante e anti-inflamatória relacionadas a esse benefício.
- Tem potencial contra o câncer: Um estudo publicado na revista científica Nature Scientic Reports, em 2023, mostrou que a curcumina pode ter ação anticâncer, impedindo a proliferação de células cancerosas e induzindo a morte delas.
- Ajuda a controlar o diabetes: Pesquisadores brasileiros publicaram estudo na International Journal of Food Sciences and Nutrition, em 2021, mostrando que o uso de cúrcuma com adição de piperina, um composto presente na pimenta preta, foi eficaz no controle glicêmico e de triglicerídeos em pacientes com diabetes tipo 2.





