Nesta segunda-feira (4), as farmácias do país receberam nova remessa das canetas de liraglutida produzidas pela EMS, popularmente conhecidas no mercado como “Ozempic brasileiro”. O remédio em questão é utilizado para tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, mas passou a ser consumido por aquelas pessoas que desejam adquirir perda rápida de peso.
Embora sua função inicial tenha sido deixada de lado, as canetas já podem ser encontradas em redes farmacêuticas como Raia, Drogasil, Drogaria São Paulo e Pacheco, inicialmente no Sul e Sudeste. A título de curiosidade, foram investidos mais de R$ 1 bilhão no medicamento, que será entregue nas demais regiões nas semanas subsequentes.
Nesse ínterim, os lançamentos das canetas Olire e Lirux iniciam uma nova fase para as farmácias brasileiras. Isso porque os remédios prometem novas oportunidades de tratamento para condições que afetam milhões de pessoas por um preço mais acessível. Sobretudo, as embalagens têm preços entre R$ 307,26 e R$ 760,61, consideravelmente competitivos se comparados aos similares importados.
A versão brasileira do medicamento tende a ser distribuído em 500 mil unidades até o ano de 2026, potencializando o cuidado com as pessoas que são acometidas por diabetes tipo 2 e obesidade. Em resumo, com a produção local, a EMS não apenas consolida sua posição no mercado em meio à concorrência, como também marca o início de uma nova fase na oferta acessível de medicamentos.
Anvisa faz alerta sobre consumo dos remédios
Por seu fácil acesso nas mais variadas farmácias, os remédios para controle de peso e diabetes estão sendo adquiridos por pessoas dispostas a ignorar dietas e atividades físicas. Embora não apresentem comorbidades, alguns indivíduos estão usando e abusando dos remédios, o que fez a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitir nota.
Por intermédio de seus canais oficiais, a entidade alertou sobre um evento adverso muito raro, que pode causar perda da visão repentina, associado ao uso de medicamentos que contêm semaglutida — como Ozempic, Rybelsus e Wegovy. Sobretudo, a Anvisa solicitou a inclusão, nas bulas desses medicamentos, da reação adversa “muito rara” chamada neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica (Noiana).
“Trata-se de uma condição que pode ser irreversível e que exige atenção imediata. Os profissionais devem alertar seus pacientes sobre este risco, mesmo que raro, e orientá-los sobre os sinais de alerta. Os pacientes que tiverem sintomas como perda repentina de visão, visão turva ou piora rápida da visão durante o tratamento com semaglutida devem procurar atendimento médico imediatamente. Caso a Noiana seja confirmada, o tratamento com semaglutida deve ser interrompido”, alerta o comunicado da Anvisa.





