Ao final do ano passado, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) confirmou, por meio de laudo técnico, que três tornados atingiram 11 cidades do estado, com ventos que chegaram a 330 km/h. Potencializando o temor dos moradores, no último domingo (12), um terremoto de magnitude 2,4 na Escala Richter foi registrado em Paranaguá, no litoral paranaense.
Os tremores foram registrados pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e analisados pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). Segundo os especialistas, o epicentro foi identificado na Baía de Paranaguá, entre a cidade de Paranaguá e a Ilha do Mel. Os abalos foram considerados raros, com profundidade estimada entre 0 e 10 quilômetros da superfície do solo.

“Tremores com magnitude entre 2 e 3 acontecem semanalmente em alguma parte do Brasil, enquanto eventos um pouco maiores, como este [no Paraná], são registrados quase todos os meses. Contudo, esse é o primeiro terremoto que registramos na região”, afirma o sismólogo José Alexandre Nogueira, do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).
O que motivou o terremoto?
Embora a preocupação dos moradores da região seja constante, os estudiosos explicam que os abalos são derivados de grandes pressões que atuam no interior da Terra. Em outras palavras, são originados por deslizamentos repentinos ao longo de falhas ou fraturas na crosta terrestre. Curiosamente, somente em 2026, já foram contabilizados sete episódios sísmicos no estado.
Conforme os dados, o evento em Paranaguá foi o mais intenso até o momento, mas não significa que novos tremores possam ocorrer. A Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) afirmou que o abalo foi sentido pela população por volta das 00h28 do dia 12 de abril. Por sua vez, diversos moradores, até mesmo de Matinhos e Pontal do Paraná, foram surpreendidos com o episódio.





