Consolidado como o país com o maior e mais poderoso aparato militar do mundo, os Estados Unidos deram um passo importante em direção à dinâmica tecnológica da frota aérea. A imprensa norte-americana revelou detalhes sobre o projeto Hermeus Quarterhorse, que consiste em uma aeronave projetada para atingir velocidades extremas de até Mach 5,5, o que equivale a mais de 4.200 quilômetros por hora.
Para entender a importância da engenharia, a velocidade em questão coloca a conclusão de um voo transatlântico completo em menos de uma hora, tornando-o o avião mais rápido do mundo. Embora ainda não esteja em operação, a tecnologia injetada irá promover um motor de nova geração, desenvolvido internamente pela empresa Hermeus.
Nesse processo de fabricação, o item foi baseado no modelo GE J85, historicamente utilizado em aeronaves militares. De acordo com a empresa, o projeto, a construção e os testes foram conduzidos em um período inferior a um ano. Assim, viajar entre Nova York (Estados Unidos) e Londres (Inglaterra) em menos de 60 minutos passará a ser uma realidade.
Em resumo, a distância aérea entre as duas cidades é de aproximadamente 5.500 a 5.600 km, com voos diretos que duram cerca de 6h40 a 8 horas. Com o Hermeus Quarterhorse entrando em operação, viagens militares ganharão uma nova dinâmica, especialmente com as companhias brigando para liderar voos supersônicos e hipersônicos.
Investimentos de peso
Para remover a obra do papel, a Força Aérea dos Estados Unidos garantiu uma contribuição de 60 milhões de dólares (R$ 310 milhões), destinados a acelerar o desenvolvimento e os testes da aeronave. Na prática, o veículo é uma aeronave totalmente autônoma, permitindo testes sem piloto. Isso reduz riscos, diminui custos e acelera o aprendizado tecnológico a cada protótipo.





