Os Estados Unidos aprovaram um financiamento de até US$ 465 milhões para o projeto Pela Ema, da Serra Verde Pesquisa e Mineração (SVPM), localizado na região de Minaçu, norte de Goiás.
A empresa é a única fora da Ásia a produzir em escala comercial os quatro elementos magnéticos essenciais de terras raras, materiais estratégicos usados na produção de veículos elétricos, turbinas eólicas e diversos equipamentos tecnológico

Acordo bilionário e importância estratégica
O aporte será feito pela Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (DFC), órgão vinculado ao Departamento de Estado. O financiamento, aprovado em agosto, tem como objetivo custear melhorias na mina Pela Ema, despesas operacionais e refinanciamento de dívidas, além de formar reservas e cobrir custos de transação no Brasil.
O projeto, que tem vida útil estimada em 25 anos, segue em fase de revisão antes da conclusão definitiva do acordo. O interesse americano se deve ao papel estratégico das terras raras, um grupo de 17 elementos químicos essenciais para tecnologias de ponta.
Embora estejam amplamente distribuídos na natureza, sua extração e purificação exigem processos complexos, o que torna sua produção concentrada em poucos países. Atualmente, a China domina o mercado global, responsável por cerca de 60% da produção mundial e 90% do refino desses elementos.
A Serra Verde se destaca por operar um depósito de argila iônica com alto teor de disprósio (Dy), térbio (Tb), neodímio (Nd) e praseodímio (Pr), componentes fundamentais na fabricação de ímãs permanentes usados em motores elétricos e geradores. A mineradora iniciou sua produção comercial em 2024, após anos de licenciamento e investimentos.





