Em mais uma ação ofensiva do governo dos Estados Unidos, o presidente Donald Trump estuda a possibilidade de expandir o território do país nos próximos anos. Segundo a agência Reuters, o republicano reforça o desejo de pagar moradores da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, em troca de apoio ao plano de anexação da ilha ao solo estadunidense.
Conforme as informações preliminares, a ideia da nação com maior poder econômico do mundo é desembolsar entre US$ 10 mil e US$ 100 mil (de R$ 53,9 mil a R$ 539 mil, na atual cotação) por apoiador. A título de curiosidade, a Groenlândia, atualmente, conta com uma população de aproximadamente 57 mil pessoas.

Para uma melhor compreensão da dinâmica norte-americana, realizar a espécie de indenização faz parte apenas da estratégia inicial. Isso porque, de acordo com a rede britânica BBC, a Casa Branca não descarta outras ações, como o uso da força militar, assim como ocorreu recentemente na Venezuela, culminando na captura do presidente Nicolás Maduro.
Acordo com os Estados Unidos está longe de ser uma realidade
Embora o interesse de Donald Trump seja latente, autoridades de Copenhague e Nuuk, ambas cidades dinamarquesas, têm afirmado que a Groenlândia “não está à venda“. Em contrapartida, é válido destacar que os Estados Unidos e a Dinamarca são aliados na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o que prevê acordo de defesa mútua, não de ataque.
“Basta! Chega de pressões. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação. Estamos abertos ao diálogo. Estamos abertos a discussões. Mas isso deve ser feito através dos canais adequados e conforme o direito internacional”, disse o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, diante da pressão dos EUA.
Entendendo a gravidade da situação, a União Europeia também se posicionou contra a ofensiva norte-americana. O bloco econômico “continuará a defender os princípios da soberania nacional, da integridade territorial e da inviolabilidade das fronteiras“, reforçando a necessidade de respeitar as imposições de cada nação perante seus respectivos territórios.





