Entre as estradas mais desafiadoras do Brasil, algumas se destacam não apenas pela paisagem, mas pelo grau de dificuldade que impõem aos motoristas. Um dos exemplos mais conhecidos fica no litoral norte paulista: a subida da Serra de Ubatuba, considerada por muitos especialistas e condutores uma das mais íngremes do país. O trecho integra a Rodovia Oswaldo Cruz (SP‑125) e liga o Vale do Paraíba ao litoral.
A serra conecta os municípios de Taubaté e Ubatuba, atravessando uma área de relevo acidentado coberta pela Mata Atlântica. No ponto mais alto da estrada, a altitude chega a cerca de 900 metros acima do nível do mar. Já na base da serra, próximo ao litoral, a altitude praticamente volta ao nível zero. Isso significa que os motoristas enfrentam uma descida de quase 900 metros em apenas 7 a 8 km de trecho montanhoso.

Além do desnível acentuado, o trajeto exige atenção por causa das curvas fechadas. A estimativa é de que existam entre 30 e 40 curvas acentuadas no trecho mais crítico da serra. Muitas delas são curvas de 180 graus, conhecidas como “grampo”, que obrigam os motoristas a reduzir drasticamente a velocidade. Em alguns pontos, o limite chega a apenas 20 km/h, exigindo controle total do veículo.
Estrada de SP é considerada a mais perigosa do Brasil
Outro fator que aumenta a dificuldade é a combinação de pista estreita, ausência de acostamento em alguns trechos e neblina frequente, especialmente nas primeiras horas da manhã e no fim da tarde. O traçado passa pela vegetação densa da Mata Atlântica, criando um cenário bonito, mas que pode se tornar tenso para quem não está acostumado a dirigir em serras íngremes.
Por isso, especialistas recomendam cuidados extras ao percorrer a Rodovia Oswaldo Cruz. Motoristas devem utilizar marchas reduzidas durante a descida para evitar sobrecarregar os freios, além de verificar as condições climáticas antes da viagem. Apesar da paisagem exuberante próxima a Ubatuba, muitos condutores preferem rotas alternativas para evitar o estresse da travessia.





