Cientificamente, a fertilidade consiste na capacidade natural de um indivíduo ou casal de conceber um filho biologicamente. Embora diversos fatores possam contribuir para a queda dessa aptidão, um estudo recente afirmou que três alimentos ultraprocessados podem prejudicar a reprodução. Na prática, não somente reduzem a competência de homens e mulheres, como afetam o desenvolvimento do embrião.
De acordo com uma pesquisa encabeçada pela Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, publicada na revista científica “Human Reproduction”, é imprescindível cortar esses alimentos. Entre os principais vilões estão as bolachas, salgadinhos e refrigerantes. Todos esses produtos são formulados industrialmente com aditivos químicos, gorduras, açúcares e sal.
Diante do consumo exagerado desse trio, as consequências podem ser vistas inicialmente com o ganho de peso e, consequentemente, no aumento do surgimento de doenças crônicas e câncer. Embora muitas pessoas não costumem assimilar, todo esse processo de consumo de produtos industrializados também decreta o descenso da fertilidade, tanto em homens quanto em mulheres.
Resultados das pesquisas
Conforme os dados preliminares, o consumo de ultraprocessados não apresentou ligação direta ao risco de infertilidade, mas sim no desenvolvimento embrionário. Sobretudo, nos levantamentos efetuados, o consumo por mulheres resultou em um crescimento embrionário ligeiramente menor e em um tamanho reduzido do saco vitelino na sétima semana de gestação.
Em contrapartida, quando os homens foram analisados, ficou evidente que a ingestão desses alimentos esteve diretamente ligada a um aumento do risco de subfertilidade e a um tempo mais longo até a gravidez. Conforme os pesquisadores por detrás dos estudos, uma dieta com baixo teor de ultraprocessados teria impacto positivo para os parceiros e, consequentemente, para as chances de gravidez e a saúde do bebê.
Como o estudo de fertilidade foi feito?
Para que os resultados fossem obtidos, os pesquisadores avaliaram informações de 831 mulheres e 651 parceiros homens. Esse processo levou em consideração o período antes da concepção até a infância dos herdeiros. Com a dieta em mãos, ficou comprovado que o consumo médio de ultraprocessados foi de 22% na dieta das mulheres e 25% na dos homens.
Em contrapartida, um outro questionário foi aplicado com a finalidade de obter informações sobre tempo até a gravidez, fecundabilidade e subfertilidade. Para fechar um diagnóstico preciso, os cientistas avaliaram o comprimento do embrião e o volume do saco vitelino por meio de ultrassons transvaginais ao longo da gestação.





