Considerada uma das doenças que mais mata no mundo, o câncer ainda levanta diversos questionamentos por parte dos especialistas, que buscam incansavelmente por uma cura. Porém, enquanto essa equação não é finalizada, vários estudos revelaram quais práticas é possível adotar para que os riscos de tumores sejam reduzidos em até 40%.
A revista científica CA: A Cancer Journal for Clinicians apresentou uma série de estudos epidemiológicos reforçando métodos que reduzem os riscos de câncer. Na prática, as análises destacaram que fumar, consumir álcool em excesso, manter alimentação inadequada ou ter obesidade estão entre os principais fatores que aumentam a probabilidade de desenvolver tumores.

No entanto, é válido destacar que as práticas de redução não são as respostas para a cura. Isso porque o câncer surge a partir de uma mutação genética, ou seja, de uma alteração no DNA da célula, que passa a receber instruções erradas para as suas atividades. Portanto, mesmo com hábitos saudáveis, é sempre recomendado procurar um médico especializado para averiguar a saúde.
O que pode ajudar a reduzir os riscos de câncer?
Não fumar: a título de curiosidade, o tabagismo é a principal causa evitável de câncer da lista em questão, já que está associado a cerca de 17 tipos de tumores. De modo geral, extinguir o cigarro traz incontáveis benefícios à saúde. Além disso, as pesquisas revelaram que deixar de fumar reduz as chances de propagação do câncer de boca, laringe e faringe pela metade.
Proteção à radiação ultravioleta: como é de conhecimento público, a exposição excessiva ao sol é o principal causador de câncer de pele. A nível de ciência, a radiação ultravioleta responde por cerca de 92% dos casos de melanoma, o tipo mais agressivo da doença. Nesse caso, é essencial usar protetor solar, evitar sol intenso no meio do dia, usar chapéus e roupas de proteção e evitar câmaras de bronzeamento artificial.
Reduzi o consumo de álcool: ingerir bebida alcoólica está associado a pelo menos cinco tipos de câncer (mama, fígado, esôfago, intestino e cavidade oral). Curiosamente, até mesmo reduzir o consumo é perigoso, já que estudos indicam que a prática corresponde a 5% dos casos. Na prática, a substância pode causar danos ao DNA, aumentar a inflamação e interferir no metabolismo de hormônios.
Manter o peso ideal: conforme estudos internacionais, o excesso de peso corresponde a 7,6% dos casos de câncer. Isso acontece devido ao fato de que o acúmulo de gordura corporal tende a potencializar a produção de hormônios como estrogênio e insulina, além de favorecer inflamação crônica. Portanto, a obesidade pode culminar em tumores na mama, endométrio, fígado, rim, cólon e pâncreas.
Melhorar a alimentação: sobretudo, é essencial manter uma dieta equilibrada, sem exagerar nas calorias, carnes processadas, alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas. Esses produtos estão associados a uma maior incidência de câncer colorretal. Por outro lado, é indicado consumir frutas, vegetais, grãos integrais, peixes e oleaginosas.





