Com a finalidade de encurtar diálogos diplomáticos, a China expandiu sua presença na América Latina ao financiar um megaporto comercial de US$ 3,5 bilhões (aproximadamente R$ 18,3 bilhões) em Chancay, a cerca de 70 km de Lima (Peru). Nesse intervalo, os Estados Unidos também aprovaram um acordo que promete modernizar a base naval de Callao, no mesmo país sul-americano.
Reconhecendo a necessidade de montar novos planos estratégicos com seus aliados, o governo do presidente Donald Trump direcionou US$ 1,5 bilhão (cerca de R$ 7,8 bilhões) para fortalecer os laços de segurança com o Peru. Como resposta à parceria com os norte-americanos, a nação próxima ao Brasil ganhou um novo destaque geopolítico no cenário global.

Tendo ciência da importância logística, o projeto dos Estados Unidos, próximo ao aeroporto internacional de Lima, abrange a modernização da infraestrutura naval. Por outro lado, o elo firmado entre os dois países também decreta a presença de até 20 especialistas americanos do governo e do setor privado ao longo da próxima década.
Na prática, o intuito de Trump é dinamizar a segurança regional e consolidar a parceria com o Peru, país crucial para a estabilidade política e o desenvolvimento econômico da América do Sul. Em contrapartida, a China contornou um outro caminho, dando prioridade ao setor financeiro, tendo em vista a inauguração do porto de Chancay, em novembro de 2024.
Para uma melhor compreensão da dinâmica por detrás dos investimentos chineses, a obra consiste no primeiro projeto portuário de tamanha magnitude na América Latina. De modo geral, os investimentos do país asiático serviram como plataforma para ampliar suas rotas comerciais, reforçando sua influência em todo o continente.
Quais são as projeções futuras?
Consolidado como a quinta maior economia da América do Sul, o Peru deseja reposicionar sua colocação no ranking geopolítico. Essa tarefa não deve enfrentar obstáculos, tendo em vista que, além de China e Estados Unidos, os Emirados Árabes Unidos também investiram no país. A título de recordação, foi assinado um acordo de US$ 400 milhões para aumentar a capacidade do porto comercial de Callao em 80%.





