Um muro de concreto subterrâneo com 6 km de extensão está sendo implantado na Praia Central de Balneário Camboriú. A estrutura complementa o alargamento artificial realizado mediante técnica de engordamento, que expandiu a faixa de areia de 25 para 70 metros estáveis após ajustes naturais. Dados hidrodinâmicos indicam que 37% da costa catarinense sofre processos erosivos acelerados.
O primeiro trecho de 1,5 km, em construção desde agosto de 2025, se estende da Rua 3920 ao molhe da Barra Sul. A barragem enterrada possui 2 m de profundidade e base de 2 m de largura, ancorada em rachão – rochas basálticas típicas do sul do Brasil. O projeto prevê 20 meses de obras com investimento total de R$ 34,7 milhões, incluindo sistemas de iluminação pública.

Revitalização integrada do espaço urbano
Paralelamente à contenção, a orla recebe infraestrutura multifuncional: 3,2 km de ciclofaixa, 12 estações de exercícios ao ar livre e 6 dog parks. O paisagismo utilizará 2,5 mil mudas de espécies nativas como jerivá e guabiroba, selecionadas por resistência à salinidade. Quiosques modulares e canchas de bocha completam o plano de uso público.
Solução para desequilíbrios hidrológicos
O alargamento artificial exigiu investimento complementar de R$ 53 milhões em macrodrenagem. O sistema inclui 8 km de galerias pluviais com diâmetro de 2,5 m e 15 extravasores de emergência capazes de escoar 12 mil litros/segundo. A medida responde ao aumento de 40% nos alagamentos registrados após a modificação do perfil costeiro.
Monitoramento técnico contínuo
Sensores geotécnicos instalados a cada 200 m do muro fornecem dados em tempo real sobre pressão hidrostática e movimentação de sedimentos. A prefeitura mantém equipe especializada para ajustes estruturais, enquanto institutos oceanográficos analisam impactos em ecossistemas marinhos adjacentes.




