Completado um ano de operação, o Pix por aproximação deixou de ser uma opção para a população brasileira nos últimos meses. De acordo com levantamento assinado pelo Banco Central do Brasil (BCB), as transferências nessa modalidade representam apenas 0,01% do total de transações. Isso significa que os usuários estão adotando meios mais seguros e práticos.
Conforme os dados da entidade, em janeiro de 2026, apenas 1,057 milhões de transferências foram realizadas por meio do Pix, em um universo de 6,33 bilhões de operações. Nesse cenário, no primeiro mês do ano, movimentou-se aproximadamente R$ 2,69 trilhões. Na prática, a justificativa para o descenso da operação está diretamente ligada às restrições de segurança e limites impostos.
“O potencial é grande, sobretudo quando a oferta amadurece e passa a suportar mais casos de uso, inclusive no ambiente corporativo, mantendo a confiança como fundamento. Um ano depois, o Pix por aproximação reforça a direção de evolução do Pix para estar mais presente em pagamentos de alta recorrência e no ponto de venda”, diz o diretor executivo da Associação dos Iniciadores de Transação de Pagamento, Gustavo Lino.
Em outras palavras, o executivo explica que, com a oferta do Pix por aproximação pelo comércio e pelas demais empresas, o uso tende a expandir-se, principalmente em pontos de venda com grande fila. Por sua vez, pagamentos no ambiente corporativo, é esperado o desenvolvimento de jornadas específicas para empresas ampliar o interesse coletivo.
Medidas de segurança são adotadas
De modo geral, o Banco Central do Brasil estabeleceu o limite padrão de R$ 500 para cada Pix por aproximação quando a operação é realizada por meio do Google Pay. Esse mecanismo faz com que haja a redução de golpes por parte de quadrilhas. Em contrapartida, quando a transferência é feita pelos aplicativos dos bancos, os tetos podem ser alterados.
Apesar de não ser uma alternativa adotada por grande parcela dos brasileiros, o Pix por aproximação garante agilidade nas transações. A título de comparação, na transferência convencional, o usuário precisa abrir o aplicativo do banco, conectar-se à internet, inserir a chave ou escanear um código QR e digitar a senha. Enquanto isso, na aproximação, basta apenas encostar o celular na maquininha ou na tela do computador em caso de compras em sites.





