A queda de braço entre Estados Unidos e Brasil ganhou novos capítulos, tendo em vista o tarifaço aplicado por Donald Trump sobre os produtos brasileiros. Diante do entrave criado com o Governo Estadunidense, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aliou-se ao México, nação que se tornou a segunda maior importadora de carne bovina do país..
De acordo com os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações para o México cresceram 420% entre janeiro e junho deste ano, passando de 3,1 mil para 16,1 mil toneladas. A título de curiosidade, a façanha garantiu um salto de US$ 15,5 milhões (cerca de R$ 85,6 milhões na cotação atual) para US$ 89,3 milhões (R$ 493,1 milhões).
Enquanto o entrave com Donald Trump não é interrompido, o Brasil diversifica o mercado, dando uma resposta imediata às imposições dos Estados Unidos. A liderança das importações de carne bolina brasileira ainda segue sob posse da China, que agora encontra o México na segunda colocação. Em continuidade, os estadunidenses surgem fechando o top-3, mas a tendência de que despenquem no rol nas próximas semanas.
De modo geral, entre 1º e 28 de julho, a China comprou 132 mil toneladas de carne bovina brasileira, somando US$ 732 milhões. Nesse ínterim, no mesmo período, o México importou US$ 69 milhões, enquanto os Estados Unidos desembolsaram US$ 68,7 milhões na proteína em questão. Uma outra nação que vem surpreendendo é o Chile, que gastou mais de US$ 66,5 milhões com o alimento.
Trump cede e se coloca à disposição do Brasil
A princípio, a taxação em cima do Brasil ocorre mediante às investigações em torno de Jair Messias Bolsonaro, que tem sido apontado como mandante da tentativa de Golpe de Estado. Por serem aliados políticos, Donald Trump projetou tarifaço de 50% para que o Governo Lula sofresse impactos e o Supremo Tribunal Federal voltasse atrás da “perseguição” contra o ex-presidente.
O problema é que Luiz Inácio Lula da Silva não mostrou inquietude diante da queda de braço, fazendo com que os Estados Unidos repensassem sobre as sanções. Publicamente, Donald Trump sinalizou uma mudança significativa na relação diplomática com o Brasil ao declarar que o presidente petista pode contatá-lo “a qualquer momento” para discutir tarifas e outros conflitos entre os países.



