A discussão sobre o fim do trabalho aos sábados e a obrigatoriedade de dois dias de descanso ganhou força após o governo Lula apoiar a proposta que pode valer a partir de 2027. A mudança integra a PEC que extingue a escala 6×1, sistema adotado principalmente em setores que funcionam seis dias por semana, como comércio, serviços e saúde.
Hoje, muitos trabalhadores dessa escala chegam a folgar no sábado em determinados ciclos, o que obriga empresas a manter equipes maiores para garantir operação contínua. Com a eventual aprovação da nova regra, companhias que abrem aos sábados terão de reorganizar turnos e aumentar o quadro de funcionários.
A CCJ do Senado iniciou a análise da proposta e realizará audiências públicas antes de votar o texto. A medida ganhou visibilidade com mobilizações que reuniram mais de 1,5 milhão de assinaturas pedindo dois dias de descanso e a redução da carga semanal.
Mudança na jornada e impactos para empresas
A versão relatada pelo senador Rogério Carvalho prevê a redução da jornada máxima de 44 para 36 horas por semana, com transição gradual e sem corte salarial. No primeiro ano após a possível promulgação, o limite cairia para 40 horas.
Depois disso, haveria redução anual de uma hora até chegar ao novo limite. Com isso, a carga semanal teria de ser distribuída em cinco dias, garantindo dois dias de descanso remunerado. Apesar da popularidade da proposta, parte do Congresso e representantes empresariais demonstram preocupação com os impactos econômicos.
Setores que dependem de funcionamento contínuo afirmam que a mudança exigirá novas contratações e reorganização operacional. O presidente da Câmara, Hugo Motta, admite que o tema será debatido, mas destaca a necessidade de avaliar a viabilidade do modelo.





