Governos ao redor do mundo, como a União Europeia, estudam proibir a venda de veículos com motores a combustão interna. Apesar disso, grandes montadoras, como a Toyota, mantêm reservas quanto à viabilidade dos carros elétricos, citando fatores econômicos e políticos.
Nesse cenário, o físico alemão Johannes Kückens defende que os veículos elétricos representam uma revolução na eficiência energética, sendo seis vezes mais eficientes do que os movidos por motores a combustão, mesmo quando utilizam combustíveis sintéticos.
Limites físicos dos motores a combustão
Em entrevista ao portal DerStandar, Kückens explicou que os motores a combustão são regidos pela segunda lei da termodinâmica, o que impede que todo o calor seja convertido em movimento. Parte significativa da energia é perdida como calor residual.
Assim, motores modernos, sejam a diesel ou a gasolina, atingem apenas 25% de eficiência útil em condições normais. Mesmo com um século de avanços tecnológicos, o físico afirma que esses motores dificilmente vão ultrapassar 45% de eficiência, o que representa o limite físico de sua operação.
Vantagens e limitações da tecnologia elétrica
De acordo com Kückens, existem motores que ultrapassam 90% de eficiência, como os motores elétricos. Ele ressalta que os combustíveis sintéticos, ainda que sejam neutros em carbono e produzidos a partir de CO2 capturado da atmosfera, não representam uma alternativa viável.
Isso ocorre porque, durante sua produção, metade da energia elétrica renovável utilizada se perde. Quando esses combustíveis são queimados em motores ineficientes, apenas cerca de 10% da energia inicial chega às rodas do veículo.
Eficiência e sustentabilidade dos veículos elétricos
O físico afirma que, com a mesma quantidade de eletricidade, um carro elétrico percorre seis vezes mais distância do que um automóvel movido a combustíveis sintéticos. Além disso, a eficiência real dos elétricos, considerando perdas no carregamento e transmissão de energia, é de aproximadamente 70%.
Kückens ainda destaca que os motores elétricos têm estrutura mecânica mais simples e menor necessidade de manutenção, enquanto os materiais das baterias podem ser reciclados e reutilizados na produção de novas unidades.





