Um grupo de empresários adquiriu 3 mil hectares de floresta na Amazônia com o objetivo de gerar uma receita significativa por meio da preservação ambiental. Os sócios Fabio Ongaro, Rosário Zaccaria e Jhonathan Santos fundaram a Amazon Tree, um projeto que visa transformar a conservação da floresta em um ativo econômico. A expectativa é que o empreendimento possa render até R$ 7,5 milhões anualmente.
A estratégia de monetização do projeto é baseada no mercado voluntário de carbono.A estimativa inicial de investimento foi de cerca de R$ 5 milhões, enquanto o faturamento anual potencial é de aproximadamente US$ 1,5 milhão. Essa abordagem permite que os empresários obtenham lucros enquanto contribuem para a preservação da floresta, promovendo uma alternativa ao desmatamento.

Expansão do projeto
O grupo tem planos ambiciosos para o futuro, incluindo a possibilidade de dobrar a área preservada. Uma das alternativas consideradas é abrir a plataforma para outros investidores, permitindo que eles também utilizem a tecnologia desenvolvida para monetizar serviços ambientais. Essa expansão poderia aumentar ainda mais os benefícios financeiros e ambientais do projeto.
A Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, enfrenta sérios desafios devido ao desmatamento. De acordo com o MapBiomas, 52 milhões de hectares de vegetação nativa foram perdidos entre 1985 e 2024. Iniciativas que buscam preservar a floresta, como a da Amazon Tree, são essenciais para reverter essa tendência e proteger a biodiversidade.
Fabio Ongaro, um dos sócios do projeto, enfatizou que a iniciativa não se trata de uma ação filantrópica ou de um fundo especulativo. Ele afirmou que a proposta é testar a viabilidade de fazer com que a floresta tenha um valor maior preservada do que desmatada.





