Por fazer parte da rotina semanal da grande parcela da sociedade brasileira, realizar a higienização do cabelo costuma gerar questionamentos, principalmente no tocante à frequência recomendada por especialistas. Enquanto algumas pessoas realizam a lavagem dia sim e dia não, outros optam por tornar a prática corriqueira.
De modo geral, manter a saúde dos fios é essencial para evitar a proliferação de fungos e bactérias, que podem levar ao surgimento de novas doenças. Na prática, a frequência ideal para lavar o cabelo varia de acordo com o couro cabeludo de cada pessoa e de como as madeixas reagem em contato com a técnica escolhida.
Na análise dos dermatologistas, antes de montar um cronograma de higienização, é imprescindível entender o equilíbrio das reações. Nesse processo, alguns indivíduos produzem mais oleosidade, enquanto outros têm fios mais grossos ou mais secos. Portanto, é necessário personalizar os cuidados para que a saúde do couro cabeludo descarte o excesso de descamação ou irritação.
Implicações da falta e excesso de lavagens
Ainda que não haja uma quantidade de dias determinada para todas as pessoas, os dermatologistas Adi Sadia e Michal Ramon decretam que o uso excessivo de shampoo pode remover a proteção natural do couro cabeludo, causando um efeito rebote. Em contrapartida, lavar pouco tende a fazer com que o acúmulo de oleosidade e células mortas causem coceira, caspa e inflamações.
Segundo estudos recentes, fatores como idade, origem genética e tipo de fio influenciam diretamente a frequência ideal para lavar o cabelo. Em resumo, fios finos e lisos costumam exigir higienização com maior frequência, muitas vezes diariamente. Já quem apresenta cabelos cacheados, crespos ou afro-texturizados deve espaçar as lavagens, geralmente uma vez por semana ou até a cada quinze dias.





