Nesta segunda-feira (26), o governador do Texas, Greg Abbott, anunciou que vai impedir que os funcionários públicos utilizem hardwares e softwares da Shein, Alibaba e TP-Link. Embora a medida tenha causado estranhamento entre algumas pessoas, as autoridades argumentaram que tomaram a decisão para proteger a “privacidade dos texanos” do governo chinês.
Por ser apoiador do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, Abbott tem atuado para que o prestígio dos serviços oriundos da China caia em desuso na cidade. A ação tende a causar grande impacto social, já que, em termos de extensão territorial, o Texas é o segundo maior estado do país, ficando atrás apenas do Alasca.

Na prática, o governador impede que os funcionários usem o “hardware físico, a Inteligência Artificial (IA) e o software” das empresas chinesas em dispositivos e redes de propriedade do Estado. Por sua vez, a proibição de Greg Abbott atinge ainda a fabricante chinesa de drones Autel e os produtos da companhia chinesa de inteligência artificial iFlyTek.
Ataque à Shein não é novidade
Ao final do ano passado, o Texas abriu uma investigação contra a Shein após denúncias de trabalho forçado e uso de “materiais inseguros”. Conforme o procurador-geral do estado, Ken Paxton, a investigação tem o objetivo de apurar suspeitas de que a empresa chinesa tem violado leis locais ao utilizar materiais considerados perigosos e ao adotar práticas que podem ter enganado consumidores.
Por outro lado, na esfera federal, o senador republicano Tom Cotton, do Arkansas, enviou uma carta à procuradora-geral dos Estados Unidos da América, Pam Bondi, pedindo que os Departamentos de Justiça e de Segurança Interna investiguem tanto a Shein quanto a Temu por “roubo de propriedade intelectual e venda de produtos falsificados”.




