O presidente da FIFA, Gianni Infantino, confirmou a intenção de concorrer a um quarto mandato à frente da entidade. O anúncio foi feito durante o 76º Congresso da FIFA, realizado em Vancouver, no Canadá, reforçando a possibilidade de continuidade no comando do futebol mundial pelos próximos anos. O atual mandato do dirigente vai até 2027, e, caso seja reeleito, ele poderá permanecer no cargo até 2031.
As eleições estão marcadas para o dia 18 de março de 2027, no Marrocos. O dirigente já havia sido reconduzido sem oposição em 2023, o que demonstra sua força política dentro da organização. Infantino assumiu a presidência em 2016, após a saída de Joseph Blatter, e foi reeleito em 2019 e 2023. Apesar de os estatutos limitarem o cargo a três mandatos, ele defende que o primeiro período não deve ser contabilizado como completo, por ter sido um ciclo parcial após a renúncia do antecessor.

A possível nova candidatura divide opiniões. Entidades como a Confederação Africana de Futebol (CAF) e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) já declararam apoio à reeleição. Em contrapartida, países europeus como Alemanha, Noruega e Suécia demonstram resistência, especialmente por posicionamentos adotados durante sua gestão.
Infantino sonha com nova reeleição na FIFA
Apesar das críticas, apoiadores destacam avanços financeiros sob sua liderança, incluindo a reformulação de competições e a expansão de receitas. Entre as iniciativas estão mudanças no formato do Mundial de Clubes e a criação da Copa do Mundo de Clubes, o que reforçam o papel de Infantino na transformação comercial da entidade.
“Embora seja indiscutível que Infantino tenha supervisionado o crescimento comercial da Fifa, com o patrocínio da Copa do Mundo em níveis recordes, novas fontes de receita como a Copa do Mundo de Clubes e novos programas comerciais, como os patrocínios a nível de cidades, que serão implementados pela primeira vez na Copa de 2026, o argumento contrário é que Infantino esteve no lugar certo na hora certa para supervisionar tudo isso”, avaliou Conrad Wiacek, analista-chefe da GlobalData Sport.





