Nos últimos meses, a mineração brasileira ganhou um novo capítulo, especialmente com investimentos estrangeiros desembarcando para potencializar o cenário. Tomado por terras ricas, o país sul-americano tornou-se um dos pilares do projeto de uma companhia chinesa. Como resultado do acordo firmado entre as nações, a extração de ouro atingirá novos patamares no Brasil.
Conhecida por ser uma das maiores mineradoras da China, a CMOC assinou um acordo para assumir ativos que outrora eram controlados por companhias canadenses. Para que o comando fosse realocado, os chineses colocaram na mesa uma oferta de 900 milhões de dólares (R$ 4,7 bilhões). Em continuidade, o contrato ainda prevê aportes adicionais no futuro, que serão condicionados ao desempenho das operações.
Embora o montante gere curiosidade, é válido ressaltar que envolve recursos próprios, que serão despejados em solo brasileiro nos anos subsequentes. A princípio, o projeto da companhia oriental tende a impactar economicamente as regiões Nordeste e Sudeste. Na prática, as operações serão evidenciadas no Maranhão, na Bahia e em Minas Gerais.
Qual é a motivação por detrás do investimento no Brasil?
Mesmo que a relação política entre China e Brasil seja destaque, o interesse da empresa chinesa vai além da amizade entre as nações. Isso porque os ativos adquiridos somam recursos estimados em aproximadamente 5 milhões de onças de ouro. Em contrapartida, nas reservas em questão já foram registradas a presença de algo próximo a 3,9 milhões de onças.
Em outras palavras, a atuação em solo brasileiro tende a reposicionar a companhia no cenário global da mineração, especialmente no que diz respeito ao ouro. Por outro lado, as autoridades do país sul-americano comemoram o acerto de contas, tendo em vista a esperança de que os investimentos impulsionem cadeias locais, além de potencializar o aumento de arrecadação e empregos diretos.





