Na última sexta-feira (15), Bruno Fernandes de Souza, mais conhecido como ‘goleiro Bruno‘, surpreendeu a todos ao levantar mais uma taça para a sua prateleira de troféus. Representando o Brejo FC, clube amador da cidade de São José de Ubá, no Rio de Janeiro, o guarda-redes foi fundamental no triunfo sob o Mangueira FC, por 1 a 0, na grande decisão do Campeonato Ubaense.
Apesar de se tratar de um torneio amador, o título foi comemorado com direito a fogos de artifícios. Por meio de suas redes sociais, o ídolo do Flamengo relatou a importância de seguir se dedicando ao futebol mesmo com as adversidades. Aos 40 anos, o guarda-redes concilia a vida como atleta da várzea e distribuidor de móveis.

O descenso na carreira foi motivado pela participação no assassinato de Eliza Samudio, sua ex-namorada. Sobretudo, em 8 de março de 2013, a Justiça decretou a condenação de Bruno em 17 anos e 6 meses em regime fechado por homicídio triplamente qualificado (por motivo torpe, asfixia e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima).
Por sua vez, teve mais 3 anos e 3 meses acrescidos em regime aberto por sequestro e cárcere privado de Bruninho (seu filho), além de 1 ano e 6 meses por ocultação de cadáver. Apesar das graves acusações, recebeu o primeiro habeas corpus em fevereiro de 2017, mas dois anos depois voltou à prisão por decisão da primeira turma do Supremo Tribunal Federal.
Posteriormente, em julho de 2019, obteve o direito à progressão ao regime semiaberto, até que no início de 2023 passou a responder em liberdade condicional. Em meio ao prestígio acumulado dentro das quatro linhas, tentou retornar ao futebol profissional, mas sem sucesso. O desprezo, quase que unânime dos clubes, acarretou no encerramento de sua carreira.
Goleiro Bruno alega inocência
O corpo de Eliza Samudio jamais foi encontrado, motivo pelo qual o arqueiro manteve o depoimento sobre sua inocência de pé. Em entrevista cedida ao “Conexão Repórter”, do SBT, em 2020, o ex-Flamengo afirmou que a condenação foi equivocada, colocando em evidência a consciência tranquila em meio a tantos julgamentos da sociedade.
“Não (devo pedir perdão para ninguém). Todas as pessoas que pedi perdão já me perdoaram. Durmo com a minha consciência tranquila. Lógico que não (foi justa a condenação). Tem uma pancada de erro. Não sou bandido. As pessoas falam o que elas querem. O bandido vive do crime, o criminoso é a pessoa que comete um crime (…) Eu não sou o mandante. Para prisão não volto, nunca mais. Não sou anjo, mas também não fui esse demônio”, disparou ele.





