O Governo Federal definiu uma nova exigência para quem recebe o Bolsa Família. A partir de 2027, beneficiários precisarão ter cadastro biométrico atualizado para continuar recebendo pagamentos e outros auxílios sociais. A medida foi oficializada por meio da Portaria Conjunta nº 23, publicada no fim de abril.
Segundo as novas regras, os cidadãos deverão concluir o registro biométrico até 31 de dezembro de 2026. O procedimento será realizado através da Carteira de Identidade Nacional, documento que substitui gradualmente o antigo RG. A iniciativa busca centralizar dados pessoais e reforçar mecanismos de segurança.
Governo quer reduzir fraudes em benefícios
A principal justificativa para a mudança envolve o combate a irregularidades nos programas sociais. O Governo avalia que a biometria pode dificultar fraudes e garantir que os recursos sejam destinados aos verdadeiros beneficiários. O sistema utilizará reconhecimento facial, digitais e integração de informações cadastrais.
Além do Bolsa Família, outros benefícios poderão exigir identificação biométrica atualizada. Entre eles estão salário-maternidade, seguro-desemprego e benefícios por incapacidade. A expectativa é ampliar o controle sobre pagamentos realizados em todo o país.
De acordo com dados oficiais, mais de 50 milhões de brasileiros já emitiram a nova Carteira de Identidade Nacional. Inicialmente, o prazo final para adequação seria maio de 2026, mas o Governo decidiu ampliar o período até dezembro. A mudança pretende evitar dificuldades no acesso aos programas sociais.

Cadastro será gratuito e exige agendamento
O processo de cadastramento deverá começar com agendamento online nos canais oficiais do Governo. Os beneficiários precisarão selecionar local, data e horário disponíveis para atendimento presencial. Também será necessário apresentar documentos como certidão de nascimento ou casamento.
A emissão da primeira via da nova identidade continuará gratuita para a população. Segundo o Governo, a modernização do sistema permitirá maior segurança nas transações e nos pagamentos sociais. Os órgãos responsáveis também prometem reforçar campanhas de orientação durante o período de adaptação.





