Os desastres naturais estão no centro da estratégia do Governo do Estado do Paraná, que prevê investir cerca de R$ 350 milhões até 2029 para fortalecer a Reserva de Enfrentamento de Desastres (RED), vinculada ao Fundo Estratégico do Paraná (FEPR). A iniciativa busca garantir recursos imediatos para proteger a população e reduzir impactos sociais, econômicos e estruturais causados por eventos extremos.
Com coordenação da Secretaria de Estado da Fazenda em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a proposta marca uma mudança de estratégia: sair de uma atuação reativa para um modelo preventivo. Com a reserva estruturada, o Paraná vai poder responder com mais agilidade a situações emergenciais, como o tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu em 2025. A ideia é ter recursos disponíveis no momento da crise, evitando atrasos no atendimento à população.

Atualmente, a reserva recebe 20% dos recursos livres do fundo, com projeção de crescimento gradual. A estimativa é alcançar cerca de R$ 148 milhões em 2026, R$ 209 milhões em 2027, R$ 273 milhões em 2028, até atingir o teto de R$ 350 milhões em 2029, desde que não haja necessidade de uso dos recursos no período. Caso ocorram eventos extremos, o valor pode ser utilizado, impactando o ritmo de acumulação.
Paraná vai investir milhões para evitar novos desastres naturais no estado
O planejamento envolve análise técnica e revisões periódicas para garantir sustentabilidade e eficiência na aplicação dos recursos públicos. Durante uma missão recente, o BID apresentou diretrizes sobre governança e instrumentos financeiros, que contribuem para estruturar o fundo dentro de padrões internacionais e ampliar sua capacidade de resposta a eventos climáticos.
Além da reserva para desastres, o modelo prevê que, ao atingir o teto, novos recursos possam ser direcionados a áreas estratégicas como energia, logística e agroindústria. Essas iniciativas deverão seguir parâmetros alinhados ao Acordo de Paris, priorizando sustentabilidade, adaptação climática e redução de impactos ambientais, para garantir desenvolvimento econômico a longo prazo.





