O Governo Federal avalia rever a chamada “taxa das blusinhas” e pode reduzir ou até zerar a alíquota de importação para compras internacionais de até 50 dólares. A medida, em análise pela equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), surge em meio a críticas crescentes à atual política de tributação e ao impacto direto no consumo de produtos vindos do exterior.
A proposta ainda não foi oficializada, mas já mobiliza diferentes setores da economia, além de gerar expectativa entre consumidores. Atualmente, compras de até 50 dólares feitas em empresas participantes do programa de conformidade continuam sujeitas à cobrança de ICMS, enquanto valores superiores enfrentam uma carga tributária mais elevada, que pode encarecer significativamente o preço final das mercadorias.

A discussão ganhou força após a forte repercussão negativa nas redes sociais e a percepção de queda no volume de compras em plataformas internacionais. Muitos consumidores passaram a reconsiderar pedidos em sites estrangeiros diante do aumento de custos, o que afetou diretamente o fluxo de encomendas e o comportamento de consumo, especialmente em itens de menor valor. Nos bastidores, a equipe econômica busca encontrar um ponto de equilíbrio.
Governo Lula pode voltar atrás na “taxa das blusinhas”
A ideia pe preservar a arrecadação e reduzir o desgaste político causado pela medida. A possível flexibilização da alíquota é vista como um ajuste estratégico, capaz de aliviar a pressão popular sem abrir mão completamente do modelo de taxação sobre importações. Além disso, a mudança pode ter reflexos no comércio nacional, já que a concorrência com produtos importados tende a se intensificar caso os custos diminuam.
Esse cenário preocupa parte do varejo brasileiro, que defende condições mais equilibradas de competitividade no mercado interno. Se confirmada, a medida pode estimular a retomada gradual das compras internacionais de baixo custo, especialmente em categorias como vestuário, acessórios e eletrônicos simples. Ainda assim, o tema segue em análise, e qualquer alteração dependerá de decisão oficial do governo.





