O Governo Lula anunciou uma proposta para evitar um reajuste quase zero nos salários dos professores. O ministro da Educação, Camilo Santana, informou que será editada uma medida provisória para garantir um aumento maior do que os 0,37% previstos anteriormente. Esse percentual elevaria o salário inicial dos docentes de R$ 4.867,77 para R$ 4.885,78, um valor abaixo da inflação.

Contexto da Medida
A exigência legal determina que o piso do magistério seja ajustado conforme o crescimento do valor investido por aluno no Fundeb, o principal fundo de custeio da educação. O ministro não especificou o novo percentual de aumento, mas mencionou reuniões com o presidente Lula e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para discutir a situação.
Camilo enfatizou que não é aceitável um aumento tão baixo e prometeu que mudanças serão anunciadas em breve, até o dia 15. A Frente Parlamentar Mista de Educação no Congresso havia solicitado uma ação do MEC, argumentando que um reajuste tão reduzido não é aceitável para uma categoria fundamental para o futuro do Brasil.
A CNTE criticou o aumento de 0,37%, e o deputado Rafael Brito destacou a necessidade de uma regra clara para a valorização profissional. O reajuste proposto pelo Governo Lula pode impactar as finanças de Estados e municípios, responsáveis pelo pagamento dos professores.
Em anos anteriores, os reajustes foram de 6% em 2025 e 3% em 2024, ambos abaixo da inflação. A estimativa de 0,37% para 2026 foi calculada com base na atualização dos valores do Fundeb, refletindo a necessidade de um financiamento adequado para a educação no país.




