Nesta terça-feira (7), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, revelou que o Governo Federal está discutindo a possibilidade de permitir que os brasileiros usem o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas acumuladas. Nesse cenário, aquelas pessoas que comprometem a renda familiar com apostas podem ter que reduzir as despesas com bets.
De acordo com dados de empresas especializadas em análise de crédito e informações financeiras, aproximadamente 81 milhões de brasileiros estão com o nome sujo. Diante do cenário desastroso, o governo estuda novas estratégias para reduzir o número de inadimplentes. A ideia é fazer com que muitas famílias voltem a ter posse do poder de compra.

“Estamos avaliando isso [liberar o uso do FGTS para o pagamento de dívidas] com o Ministério do Trabalho, que tem uma preocupação com a higidez do fundo de garantia. Ao se fazer uma análise, se a gente achar que for razoável uma utilização para o refinanciamento de algumas dívidas, isso vai ser admitido”, afirmou Durigan.
Por se tratar de um estudo preliminar, o ministro não entrou em detalhes, fator que gerou grande repercussão entre os endividados. Em contrapartida, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda trabalha, nos bastidores, com formas para limitar endividamentos futuros, estabelecendo, por exemplo, travas para o gasto com apostas.
Como as apostas seriam afetadas?
Nessa mesma agenda, foi revelado que a equipe do Ministério da Fazenda foi instruída pelo presidente da República a encontrar respostas para o endividamento desenfreado. Por sua vez, foi proposto que brasileiros que quiserem aderir ao novo programa de refinanciamento de dívidas que o governo vai lançar sejam proibidos de apostar em bets.
Na prática, o intuito é fazer com que as pessoas que não quitarem a nova dívida estejam impossibilitadas de dar continuidade às apostas online. Enquanto isso, para reduzir os danos, Lula decidiu regulamentar as bets a fim de permitir o funcionamento apenas daquelas que pagassem uma outorga ao governo e seguissem regras da regulamentação.





